Petróleo perde com dado da China e receio da Alemanha

Dados fracos sobre a economia da China e notícias sobre aumento dos estoques de gasolina nos Estados Unidos derrubaram preços .

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

23 de novembro de 2011 | 19h32

Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam em baixa, mesmo diante de uma ampla redução nos estoques da commodity no país, pressionados por dados fracos sobre a economia da China e por um aumento nos estoques norte-americanos de gasolina.

Os investidores também ficaram receosos com a fraca demanda observada em um leilão de títulos da Alemanha, interpretando o fato como um sinal de que a crise de confiança nas dívidas da zona do euro estaria chegando perto da principal economia do bloco. "A economia mais forte da Europa não está sendo capaz de estimular o apetite por sua dívida - isso realmente mostra que existem preocupações", disse Matt Smith, analista de energia da Summit Energy.

O contrato do petróleo para janeiro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) caiu US$ 1,84, ou 1,88%, para US$ 96,17 por barril. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para janeiro recuou US$ 2,01, ou 1,84%, para US$ 107,02 por barril.

Os preços operavam em baixa desde o início do dia porque a leitura preliminar de um índice sobre a atividade industrial da China caiu para 48,0 em novembro, de 51,0 em outubro, sugerindo que um dos principais setores da economia chinesa voltou a registrar contração.

A notícia ofuscou o fato de o Departamento de Energia dos EUA (DOE) ter divulgado que os estoques de petróleo do país recuaram 6,219 milhões de barris na semana encerrada em 18 de novembro, contrariando a expectativa de analistas, que previam aumento de 300 mil barris. O uso da capacidade das refinarias subiu para 85,5%, de 84,8% na semana anterior. "Elas definitivamente estão usando mais petróleo do que nas últimas duas semanas", disse Tony Rosado, operador do GA Global.

Apesar disso, o DOE informou também que os estoques de gasolina cresceram 4,475 milhões de barris, ou quase cinco vezes mais que o previsto. Os de destilados encolheram 770 mil barris, ou cerca de metade do esperado. As informações são da Dow Jones.

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