Petróleo recua após declaração de ministro saudita

Os contratos futuros de petróleo fecharam no nível mais baixo em mais de um mês, depois de o ministro de Petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi, dizer que o mundo "claramente ultrapassou" a recessão de 2008/2009 e que os preços do produto deverão ficar estáveis em relação ao ano passado. Suas declarações foram interpretadas como sinal de que a Arábia Saudita está aberta a elevar a produção para conter uma alta de preços.

RENATO MARTINS, Agencia Estado

24 de janeiro de 2011 | 18h53

"Algum nervosismo quanto às declarações do ministro saudita parecem ter provocado liquidação de posições", disse o analista Gene McGillian, da Tradition Energy. "Quando os sauditas falam, as pessoas ouvem", comentou o corretor Tom Bentz, do BNP Paribas.

As declarações de Ali Naimi coincidem com a preocupação crescente de que altas de preços prejudiquem a recuperação da economia global. No fim de semana, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse em entrevista ao Wall Street Journal que a instituição poderá elevar as taxas de juro para combater as altas dos preços de alimentos, petróleo e matérias primas, apesar de as taxas de crescimento econômico permanecerem baixas em vários países europeus.

Na manhã de hoje, o diferencial entre os preços do petróleo negociado em Nova York e do tipo Brent, mais consumido na Europa, chegou a quase US$ 10.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), os contratos de petróleo bruto para março fecharam a US$ 87,87 por barril, em queda de US$ 1,24 (1,39%). Na plataforma ICE, os contratos do petróleo Brent para março fecharam a US$ 96,61 por barril, em queda de US$ 0,99 (1,01%). As informações são da Dow Jones.

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