Petróleo recua com dúvidas sobre economia e Opep

Os contratos futuros de petróleo fecharam abaixo de US$ 59,00 o barril em Nova York, pressionados pelas preocupações relacionadas com o crescimento econômico dos EUA e dúvidas sobre se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vai reduzir a produção o suficiente para remover o excesso de oferta, segundo operadores e analistas. Vendas relacionadas com o vencimento de contratos de opções dos contratos de petróleo para novembro na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), assim como o recuo dos futuros de gás natural e de óleo para aquecimento, contribuíram para o primeiro declínio do petróleo em quatro sessões. Os ministros de petróleo da Opep se reúnem nesta quinta-feira, no Qatar, com planos de reduzir a produção pela primeira vez em dois anos para evitar uma queda adicional dos preços, que acumulam uma perda de quase 22% desde a máxima de US$ 78,40 o barril registrada em julho. Ministros da Opep têm declarado que há um amplo acordo para reduzir a produção em 1 milhão de barris/dia, embora não esteja claro se o corte será feito sobre as cotas ou o nível de produção atual. Enquanto esperam o encontro do cartel, os operadores vêm precificando um corte de 1 milhão de barris/dia nas cotas, o que se traduziria numa redução de fato de cerca de 500 mil barris/dia sobre a produção atual, muito menos do que alguns analistas dizem ser necessário para estabilizar os preços. "Eu penso que eles estão muito atrás da curva", disse o analista Edward Meir, da corretora Man Financial. "Eles estão cortando num mercado onde a demanda está caindo, portanto não terá um efeito sobre os preços. Eles terão de pensar num corte de pelo menos 2 a 3 milhões de barris/dia para conseguir realmente estabilizar os preços", acrescentou. Meir observou também que o fraco dado de produção da indústria norte-americana aumentou a pressão de venda sobre o setor de energia e outras commodities. Pela manhã, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) informou que a produção industrial nos EUA encolheu 0,6% em setembro, de uma expectativa de queda de 0,1% dos analistas. "O crescimento econômico é um fator na demanda de petróleo e o crescimento está desacelerando", disse. Com os estoques elevados e a demanda caindo, você não pode na verdade fazer um caso bullish (de alta dos preços)", acrescentou. Na Nymex, os contratos de petróleo para novembro fecharam em US$ 58,93 o barril, em queda de US$ 1,01, ou 1,69%. A mínima foi de US$ 58,65 e a máxima de US$ 60,25. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para dezembro fecharam a US$ 60,94 o barril, em queda de US$ 0,72, ou 1,17%. A mínima foi de US$ 60,57 e a máxima de US$ 62,50. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

17 de outubro de 2006 | 17h59

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