Petróleo recua com notícia sobre reservas nos EUA

Especulações dão conta de que o governo dos Estados Unidos poderá usar suas reservas emergenciais da commodity

sergio Caldas, da Agência Estado,

17 de agosto de 2012 | 09h29

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa nesta sexta-feira, após o vencimento do contrato do brent para setembro e em meio à especulação de que o governo dos Estados Unidos poderá usar suas reservas emergenciais da commodity.

Às 9h17 (pelo de Brasília), o brent para outubro caía 1,35%, a US$ 113,72 o barril, enquanto o WTI para setembro recuava 0,19%, a US$ 95,42 o barril. O contrato do brent para setembro venceu na quinta-feira no seu maior nível em três meses, a US$ 116,90 o barril, e com uma diferença de mais de US$ 2,00 em relação ao de outubro, que agora passa a ser o mais negociado.

O brent de setembro vinha sendo fortemente impulsionado por uma redução planejada na produção de petróleo do Mar do Norte, devido a uma manutenção programada para o mês que vem, mas os participantes do mercado esperam que o aperto no abastecimento se reduza significativamente em outubro.

Investidores e analistas agora acompanham notícias de que os EUA poderão liberar parte de sua reserva estratégica de petróleo, que soma 700 milhões de barris e normalmente é usada em momentos de desabastecimento, agora que o WTI ultrapassou a barreira dos US$ 95,00.

Um porta-voz da Casa Branca se recusou a comentar sobre o possível uso das reservas, que foram acionadas pela última vez no ano passado, durante os conflitos na Líbia.

Muitos no mercado, no entanto, duvidam que o governo Obama vá de fato voltar a usar as reservas. Para Eugen Weinberg, chefe de pesquisa de commodities do Commerzbank, a decisão deve ser feita com base no abastecimento, mesmo que os preços continuem em níveis elevados.

"Não há escassez, então fica muito difícil justificar uma ação dessas", disse Weinberg, lembrando que os EUA não tiveram sucesso em ocasiões anteriores, quando usaram as reservas para tentar reduzir os preços do petróleo. As informações são da Dow Jones.

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