Petróleo recua com produção parcial no Alasca

Os contratos futuros de petróleo fecharam em baixa em Londres e Nova York, pressionados pelas esperanças de que a British Petroleum PLC não precise ter de fechar completamente seu campo de petróleo em Prudhoe Bay, no Alasca. A BP disse que estava avaliando se mantém parte da produção na metade ocidental do gigantesco campo de 400 mil barris/dia, que aguarda a solução da troca de seu principal oleoduto. Embora a BP esteja trabalhando para suspender a produção em Prudhoe Bay depois da descoberta corrosão na rede principal do oleoduto na semana passada, a companhia está negociando com o órgão regulador que permita a operação parcial do campo, disse o porta-voz da BP Daren Beaudo. Antes do anúncio da BP, os operadores estavam preocupados que toda a produção da Prudhoe Bay - que responde por 8% da produção doméstica total dos EUA - ficasse suspensa por um tempo, num momento em que uma produção de quase 2 milhões de barris/dia ao redor do mundo permanece fora de operação. "Em poucas palavras, o cenário da BP está um pouco mais otimista", disse o analista da corretora BNP Paribas em Nova York, Tom Bentz. Pela manhã, o Departamento de Energia dos EUA (DOE) disse que a produção na Prudhoe Bay provavelmente não voltará ao normal antes do próximo ano. Em uma edição especial de seu relatório de perspectiva de curto prazo, o DOE disse que a produção de petróleo do Alasca provavelmente será reduzida em 300 mil barris/dia em agosto, em 400 mil barris/dia em setembro e outubro, em 300 mil barris/dia em novembro, em 200 mil barris/dia em dezembro e em 100 mil barris/dia em janeiro, antes de que a produção normal possa ser retomada. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de petróleo para setembro fecharam a US$ 76,31 o barril, queda de US$ 0,67 (0,87%). A mínima foi de US$ 76,15 e a máxima de US$ 77,45. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para setembro terminaram a US$ 77,55 o barril, baixa de US$ 0,75. A mínima foi de US$ 77,45 e a máxima de US$ 78,30. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

08 de agosto de 2006 | 17h05

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