Petróleo recua enquanto espera estoques dos EUA

Os contratos futuros de petróleo oscilam dentro de margens estreitas, com os negócios direcionados pela possibilidade de uma paralisação no setor petrolífero da Noruega, enquanto aguardam a divulgação dos dados de estoques de petróleo e derivados na semana passada nos EUA. O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Petroquímicas e de Petróleo na Noruega convocou uma greve para hoje, após as negociações com a Associação da Indústria Petrolífera sobre salários terem fracassado. O porta-voz do sindicato, Arild Thiemann, afirmou que serão retirados 87 trabalhadores das 22 instalações petrolíferas continentais norueguesas, incluindo do poço de perfuração da Statoil ASA no projeto de Snoehvit, com capacidade de 200 bilhões de metros cúbicos, que já foi afetado por vários atrasos e problemas de custos. "Não se espera nenhum impacto negativo da greve, mas uma ação prolongada teria efeito sobre a tentativa da Noruega de ampliar a produção em até 3 milhões de barris por dia. A manutenção também pode ser comprometida", afirmou o porta-voz. Segundo um operador da ICE Futures Exchange (bolsa de futuros em Londres), os investidores estavam reagindo de maneira letárgica à notícia. "Nós estamos ignorando vários fatores potenciais que poderiam elevar o preço do petróleo, como a Noruega, a Coréia do Norte e problemas associados às falhas de produção associadas às tempestades em Houston (EUA)", comentou. Outra notícia ignorada era a de seqüestro de dois trabalhadores do setor petrolífero na Nigéria, ontem. A captura ocorreu quando os trabalhadores estavam supervisionando a região sudeste do Delta do Rio Níger. Cerca de 20% da produção nigeriana de petróleo continua interrompida, após ataques e seqüestros nas instalações petrolíferas do país. Além desses fatos, os investidores aguardam a divulgação pelo American Petroleum Institute (API) e pelo Departamento de Energia dos EUA (DoE) das estimativas sobre o nível dos estoques norte-americanos de petróleo bruto e derivados na semana até 16 de junho, às 11h30 (de Brasília). Às 9h48, o contrato futuro do petróleo Brent para agosto cedia 0,12%, para US$ 68,00 por barril, na ICE Futures Exchange (Londres). Na Nymex eletrônica (bolsa de energia em Nova York), o contrato para agosto recuava 0,16%, para US$ 69,23 por barril. Esse contrato se tornará o mais líquido com o vencimento, hoje, do contrato de julho. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

21 de junho de 2006 | 09h51

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