Petróleo recua, mas produtos sobem após relatório

Os contratos futuros de petróleo bruto caíram, ao passo que os de produtos derivados fecharam em alta nesta quarta-feira na New York Mercantile Exchange (Nymex), depois da divulgação de um relatório misto sobre estoques nos EUA. De acordo com o Departamento de Energia, os estoques de petróleo bruto aumentaram em 3,2 milhões de barris na semana passada, atingindo 346 milhões de barris, o maior nível desde o início de 1998. Com algumas refinarias em manutenção antes da temporada de viagens, os estoques de produtos continuam caindo. Os de gasolina recuaram em 3,9 milhões de barris, para 207,9 milhões, bem mais que a queda de 2 milhões prevista. Nas últimas seis semanas, a diminuição acumulada é de cerca de 18 milhões de barris. Os estoques de destilados (que incluem óleo para aquecimento), por sua vez, encolheram em 4,2 milhões, oitava semana consecutiva de declínio. De acordo com o diretor de pesquisa da IAF Advisors, Kyle Cooper, o relatório foi "bullish (favorável à alta de preços) para os produtos e bearish (favorável à queda) para o petróleo bruto". Ele destacou que houve um aumento acentuado da diferença entre os preços de produtos e do petróleo bruto, o que sugere queda dos preços dos primeiros ou um movimento de alcance dos preços do último. A resposta "depende completamente da perspectiva geral", disse ele. Na Nymex, o contrato de petróleo bruto para maio caiu US$ 0,36 (0,52%), para US$ 68,62 o barril. A máxima foi em US$ 69,60 e a mínima em US$ 68,45. Os contratos de gasolina para maio subiram 367 pontos (1,79%), para US$ 2,0911 o galão, enquanto os de óleo para aquecimento avançaram 191 pontos (0,98%), para US$ 1,9746 o galão. Em Londres, o contrato de petróleo Brent para maio subiu US$ 0,05, para US$ 69,42 o barril. Na máxima, o contrato chegou a US$ 69,97 o barril. Na mínima, foi negociado a US$ 69,13 o barril. As informações são da Dow Jones.

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