Petróleo recua para US$ 69,41 o barril em NY

Commodity fechou em queda em dez de suas últimas 11 sessões em Nova York. Esta é a pior sequência desde outubro de 2003

Ricardo Gozzi, da, Agência Estado

18 de maio de 2010 | 17h57

O contrato futuro de petróleo para entrega em junho fechou o dia em queda, após ter apresentado uma forte recuperação no início da sessão. A commodity (matéria-prima) cedeu em meio à queda das ações em Nova York e à acentuada desvalorização do euro ante o dólar.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em junho fechou em queda de 0,96%, a US$ 69,41 o barril. No mercado eletrônico ICE de Londres, o contrato futuro de petróleo do tipo Brent com vencimento em julho fechou em queda de 0,99%, cotado a US$ 74,43 o barril.

A busca por barganhas no início da sessão levou o barril de petróleo a US$ 72,52 o barril na Nymex, mas a commodity cedeu em meio à pressão do dólar forte e às persistentes preocupações com o excesso de estoques nos Estados Unidos. Como o petróleo é cotado em dólares, o fortalecimento da divisa norte-americana costuma inibir a participação, neste mercado, de investidores que possuem outras moedas.

O contrato futuro de petróleo com vencimento em julho, que na quinta-feira substituirá o contrato de junho como o primeiro vencimento da Nymex, fechou em queda de 0,71%, a US$ 72,70 o barril. Hoje, o barril do petróleo para junho chegou a atingir a cotação mínima de US$ 68,91 em Nova York, antes de encerrar a sessão em US$ 69,41 o barril. Esta é a cotação de fechamento mais baixa desde 29 de setembro de 2009. Na plataforma ICE, o petróleo encerrou em queda pela quarta sessão consecutiva e sua cotação no encerramento é a mais baixa desde 15 de fevereiro.

O petróleo fechou em queda em dez de suas últimas 11 sessões em Nova York. Esta é a pior sequência desde outubro de 2003, quando o petróleo fechou em queda em 13 de 14 sessões, em um momento no qual a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) tentava cortar a produção para dar suporte aos preços que, na época, giravam em torno de US$ 30 o barril. Segundo analistas, o mercado está novamente testando a tolerância do organização a uma queda nos preços.

A Opep afirma considerar a cotação dentro de uma faixa entre US$ 70 e US$ 80 o barril como ideal, pois permite a separação de recursos para investimentos em estoques futuros sem comprometer a recuperação econômica global. Citado pela agência de notícias Lusa, o ministro angolano do Petróleo, José Maria Botelho de Vasconcelos, disse que a Opep poderia se reunir antes de outubro se o petróleo sofresse "uma nova queda abrupta". Ontem, o ministro do Petróleo do Qatar, Abdullah bin Hamad al Attiyah, disse que a Opep ainda não discutiu o recente declínio de preços.

Os estoques de petróleo dos EUA em Cushing - ponto de entrega física da commodity na região Meio-Oeste do país - estão em nível recorde. Analistas preveem que o volume estocado tenha subido ainda mais na semana encerrada em 14 de maio. As informações são da Dow Jones.

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