Petróleo recua para US$ 73 com rearranjo de posições

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa, porém não muito acentuada, nas negociações eletrônicas de Londres e Nova York esta manhã. Desde a forte queda de ontem, os investidores vêm se desfazendo de posições compradas, acreditando que o conflito entre Israel e o Hezbollah não vai se espalhar por outros países produtores de petróleo do Oriente Médio. Alguns operadores, no entanto, dizem que pode ser cedo demais para precificar isso. Hoje cedo, tropas de Israel militantes do grupo islâmico se enfrentaram do lado libanês da fronteira, de acordo com oficiais de segurança. Tanques israelenses deslocaram-se para um campo de refugiados na faixa de Gaza e mísseis atingiram cidades no leste e sul do Líbano. A CNN informou que um pequeno grupo de tropas israelenses estava operando na fronteira libanesa em busca de túneis e armas. "A movimentação de Israel em terra no sul do Líbano não é nada menos que uma invasão. Eu veria isso como uma escalada da crise atual", disse um operador. O estrategista de commodities Tobin Gorey, do Commonwealth Bank of Australia, destacou que os preços do petróleo já haviam ultrapassado os US$ 75 o barril antes do aumento das hostilidades. "Por isso eu duvido que os preços irão cair muito mais. Questões importantes permanecem. A dúvida sobre o fornecimento iraniano continua uma grande preocupação e vale de US$ 10 a US$ 15 sobre as cotações atuais. E mais, a demanda por petróleo não parece ter desacelerado muito até agora", acrescentou ele. A divulgação dos dados semanais sobre estoques da commodity e seus derivados nos EUA hoje pode mexer com os preços. Às 9h05 (de Brasília), o contrato de petróleo bruto para agosto negociado na Nymex eletrônica (Bolsa Mercantil de Nova York) caía 0,26%, para US$ 73,35 o barril. O contrato de petróleo Brent para setembro transacionado na ICE Futures, em Londres, operava em torno da estabilidade, US$ 74,40 o barril. As informações são da Dow Jones.

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