Petróleo renova máxima para dois anos e meio

Alta reflete a inquietação dos investidores com a queda na oferta da commodity pela Líbia, onde o confronto violento entre as forças do governante Muamar Kadafi e a população não dá sinais de esfriamento

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

24 de fevereiro de 2011 | 08h04

Os contratos futuros do petróleo WTI e Brent renovaram nesta manhã as máximas para dois anos e meio, refletindo a inquietação dos investidores com a queda na oferta da commodity pela Líbia, onde o confronto violento entre as forças do governante Muamar Kadafi e a população não dá sinais de esfriamento no curto prazo.

Na Nymex eletrônica, o contrato de abril do petróleo WTI chegou a operar a US$ 103,41 na máxima intraday, a maior cotação desde 29 de setembro de 2008. O Brent, negociado na plataforma eletrônica ICE, atingiu US$ 119,79 o barril, seu maior valor desde 22 de agosto de 2008.

Às 8h10 (de Brasília), o WTI subia 2,74% para US$ 100,79 o barril e o Brent avançava 3,46% para US$ 115,11 o barril.

Traders repetem hoje que a grande preocupação do mercado é com a possibilidade de o levante popular árabe, que já derrubou dois governos, atinja outros países produtores de petróleo além da Líbia. Segundo eles, esse é o motivo pelo qual a possibilidade do acesso as reservas de emergência da Agência Internacional de Energia e à capacidade ociosa de produção da Opep não estarem acalmando os investidores.

"O risco de contágio é ainda o principal driver da alta dos preços do petróleo...outras interrupções de produção podem criar um severo déficit no mercado de petróleo global, exigindo substancial racionamento da demanda", disse o Goldman Sachs em nota para clientes. As informações são da Dow Jones.

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