Petróleo retoma baixa e cai para US$ 61,00 por barril em NY

Os contratos futuros de petróleo retomam a queda da manhã, intensificando o movimento de baixa após terem subido brevemente, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). As vendas são atribuídas à continuação da realização de lucros motivada pelo fechamento dos contratos no nível mais elevado do mês na sessão de ontem. Às 12h40, os contratos do petróleo bruto de dezembro cediam 0,65%, para US$ 61,00 por barril, após oscilarem entre a máxima de US$ 61,70 e a mínima de US$ 60,95. Os operadores afirmavam que as mesas estavam inclinadas para uma nova alta dos preços, com a expectativa de que a demanda por óleo para calefação e gás natural deve impulsionar os preços da energia nos próximos meses. Ontem, os contratos subiram 3,5%, atingindo a máxima do mês, após o relatório do governo dos EUA ter revelado um surpreendente declínio dos estoques comerciais de petróleo e uma forte demanda por produtos derivados. "Estamos vendo realizações de lucros da alta de ontem", disse o analista da Prudential Financial, Aaron Kildow. "O preço de US$ 60 ainda é um ímã circundado pelos operadores, mas, no momento, não há fundamentos de alta suficientes ou pontos técnicos para nos mantermos nas máximas de quarta-feira", observou. Hoje, a Administração de Informações de Energia dos EUA registrou um aumento de 19 bilhões de pés cúbicos nos estoques de gás natural na semana encerrada em 20 de outubro. O crescimento foi inferior ao incremento de 29 bilhões de pés cúbicos previsto pelos analistas, mas, segundo operadores, o mercado já tinha antecipado um aumento mais fraco no gás natural e optava por uma realização no fato. Após subir para US$ 7,83 por milhão de BTU (unidade térmica britânica), os contratos de gás natural para novembro mudaram de direção e cediam 0,36%, a US$ 7,665, na Nymex. Hoje cedo, o ministro do Petróleo da Venezuela, Rafael Ramirez, defendeu que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) promova um corte adicional de 300 mil barris por dia no seu próximo encontro em dezembro para manter os preços do petróleo em US$ 55 ou acima desse patamar. Mas o comentário não surtiu efeito prolongado no mercado futuro da commodity. As informações são da Dow Jones.

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