Petróleo segue em alta, cotado a US$ 74,81 o barril

A notícia de sabotagem em um dos principais oleodutos do Iraque, a preocupação com a tensão geopolítica entre Israel e o Hezbollah (sul do Líbano) e a formação do furacão Chris dão argumentos para que os investidores mantenham o preço do petróleo em alta no mercado futuro. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex eletrônica), os contratos de petróleo bruto para setembro subiam 0,55%, para US$ 74,81 por barril, às 9h30, após fecharem em alta de 1,58% ontem. Na ICE Futures, em Londres, os contratos do petróleo Brent para setembro são negociados em alta de 0,52%, a US$ 75,55 por barril, após avançarem 2,38% ontem. No início da manhã, os contratos abriram em baixa, com os investidores realizando os lucros de ontem, que foram motivados pela continuidade da ofensiva de Israel sobre alvos do Hezbollah e pela resolução da ONU estabelecendo um prazo para o Irã interromper seu programa de enriquecimento de urânio. "Eu acredito que a queda foi um movimento de consolidação, mas podemos ver que o petróleo não pode permanecer no território negativo por muito tempo diante do atual cenário", comentou um operador. Além das questões geopolíticas, um alerta do Centro Nacional de Furacões dos EUA sobre o furacão Chris também contribuía para estimular as compras. O centro emitiu um alerta para as ilhas de Antígua, Barbuda, Anguilla, St. Kitts e Nevis, Saba, St. Eustatius, St. Barthelemy e St. Martin, no mar do Caribe. A Nigéria também continuava por trás da alta do petróleo, após a Shell Petroleum Development, um joint venture entre a Royal Dutch Shell e a estatal Nigerian National Petroleum, ter declarado força maior em relação à entrega de 180 mil barris por dia de petróleo Bonny leve, após um ataque a uma oleoduto no Delta do Rio Níger. A companhia informou que demorará duas semanas para consertar o duto. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

01 de agosto de 2006 | 09h33

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