Petróleo segue estável dividido entre estoques, BP e Irã

O preço do petróleo para entrega em outubro operava perto da estabilidade no início desta manhã, acompanhando as notícias sobre novos problemas em Prudhoe Bay, no Alasca, e a disputa em torno das intenções do Irã. No entanto, os investidores reagem ainda aos dados que mostraram aumento de 400 mil barris nos estoques de gasolina na semana passada nos EUA, o que contrastou com a expectativa de queda de 2,4 milhões de barris. Os estoques de derivados subiram 2,3 milhões de barris, bem acima da previsão de aumento de 340 mil barris. Às 9h20, o contrato do petróleo para outubro recuava 0,01%, a US$ 71,75 por barril, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex eletrônica). Na ICE Futures Exchange, em Londres, o petróleo Brent de mesmo vencimento ganhava 0,12%, para US$ 72,11 por barril. "Parece que o mercado ainda quer ir um pouco para baixo após os números do Departamento de Energia dos EUA. O relatório não trouxe nada que pudesse dar suporte aos preços", afirmou um operador. Esse era um argumento para justificar a reação amena do mercado à informação da BP. A empresa anunciou, ontem à noite, que reduzirá em 90 mil barris por dia a produção de seu campo petrolífero de Prudhoe Bay, no Alasca, por causa de uma falha em um equipamento. Com o problema, a produção do campo será reduzida para 110 mil barris por dia. O campo já vinha produzido metade da sua capacidade normal de 400 mil barris por dia desde o início do mês, quando a BP reduziu as atividades de seu campo por causa da corrosão em alguns de seus dutos e um pequeno vazamento de petróleo. Segundo o porta-voz da BP, Daren Beaudo, o problema ocorreu um compressor a gás na unidade chamada Gathering Center 2, que é usada para separar o petróleo do gás natural e água que fluem junto com o óleo do solo. Segundo o porta-voz, a produção ficará reduzida até que os reparos sejam feitos, o que levará vários dias. O Irã também deverá ser outro fator acompanhado hoje e pode trazer um número maior de compradores ao mercado. Os EUA e aliados europeus estão estudando uma provável resposta que a ONU daria para o que a administração Bush considerou questionamentos "inadequados" do Irã ao pacote de incentivos para que pare seu programa de enriquecimento de urânio. A ONU estabeleceu o dia 31 de agosto como data-limite para que o Irã interrompa seu programa de enriquecimento de urânio. Na terça-feira, o país aceitou realizar conversações sérias sobre o assunto, mas não deu uma resposta sobre sua disposição para suspender o programa. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

24 de agosto de 2006 | 09h23

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