Petróleo sobe 0,5%, com cautela à espera de decisão da Opep

O contrato futuro do petróleo para novembro subia 0,52%, a US$ 57,95 por barril, às 9 horas, nas negociações eletrônicas da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), invertendo a queda leve do início do dia, enquanto o mercado espera por notícias oficiais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Permanece a percepção de que a Opep não será capaz de formalizar um acordo sobre um corte significativo na produção durante o encontro emergencial que começa hoje, às 14 horas, em Doha (Catar). No entanto, os operadores projetam um dia de oscilação de preços, em razão de uma potencial surpresa vinda do cartel. Comentários feitos por diversos membros da Opep sugerem que há um acordo para realizar uma redução de 1 milhão de barris por dia na produção, mas há pontos de discórdia e o interesse do mercado recai sobre como será feito o cálculo e a distribuição desse corte entre os membros do grupo. Na última semana, cresceu a avaliação de que haverá um corte sobre os atuais níveis de produção e não sobre as cotas, mas mesmo esse ponto tem gerado especulações. Alguns sugerem que o corte ocorrerá sobre a produção atual dos países nos últimos três meses, enquanto outros ponderam que o corte será realizado com base na produção dos últimos 12 meses. O fator mais preocupante, no entanto, continuava sendo o silêncio da Arábia Saudita sobre o corte da produção. Enquanto vários membros da Opep têm se manifestado, publicamente, em defesa da redução da produção, o maior produtor de petróleo do mundo tem se mantido calado sobre o assunto. "Nós temos a impressão de que a Arábia Saudita acredita que a defesa de um nível de US$ 56 é um castelo de areia, que duraria no curto prazo. E seria impossível manter esse patamar no longo prazo", comentou o analista Cameron Hanover. Até que a Opep se manifeste publicamente sobre as decisões do encontro, o mercado deve seguir sem ímpeto para assumir alguma direção consistente para o dia. Ontem, os contratos futuros do petróleo cederam 2,17% na Nymex, com sinais de discórdia na Opep sobre o corte de produção. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.