Petróleo sobe 0,70% com rumor de redução da oferta

Os contratos futuros de petróleo são negociados em alta de US$ 0,44, ou 0,70%, a US$ 63,40 por barril, após terem subido mais de US$ 1 e tocado o nível de US$ 64,00, na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), com conversas sobre a redução da produção da Nigéria, em resposta à queda dos preços da commodity. A informação deu margem a especulações sobre uma ação conjunta de redução da oferta pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), mas o presidente do cartel disse que ignorava a existência do acordo. A despeito dos comentários, o petróleo recuperou-se da mínima de US$ 62,60. Segundo a publicação do setor Platts, a Nigéria, maior produtora da África, vai reduzir as suas exportações de petróleo em 5%, a partir de 1 de outubro. Uma autoridade do alto escalão da Nigéria afirmou à publicação que o corte de produção de 120 mil barros por dia está "em linha com a redução informal". A notícia deu força ao espectro de que outros países da Opep poderiam adotar cortes semelhantes de produção em uma tentativa para reprimir a oferta, mesmo após o grupo ter decidido, em seu último encontro, manter suas cotas de produção inalteradas. Instantes atrás, no entanto, o presidente da Opep, Edmund Daukoru, negou as reportagens sobre um acordo informal entre os produtores para cortar a oferta, na medida em que os preços estão em queda. Ele afirmou que ignorava que houvesse um acordo. "Nós subimos com a notícia (do corte)", disse o vice-presidente da mesa de corretores da Dimon Oil, Michael Cambria. "Os nigerianos estão, provavelmente, tentando abalar o mercado, mas a notícia transpareceu que a Arábia Saudita e o Kuwait estão juntos nisso", completou. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

28 de setembro de 2006 | 14h23

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