Petróleo sobe 1% com problemas na Nigéria

Os contratos futuros do petróleo operam firmes nesta manhã, diante da declaração de interrupção da produção de 180 mil barris ao dia de petróleo cru leve, por força maior, por um consórcio liderado pela Royal Dutch Shell PLC na Nigéria. O petróleo leve é atualmente o de maior demanda global. O mercado reage também aos números sobre a demanda de gasolina nos EUA, que segue crescendo apesar da apreciação recente dos preços do combustível, ao mesmo tempo em que as reservas caem, justamente durante o verão, pico de consumo. O conflito no Oriente Médio também continua no pano de fundo. Às 9h40 (de Brasília), o contrato de setembro do petróleo negociado no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) subia 1,03%, para US$ 74,70 o barril; o contrato de setembro negociado na plataforma eletrônica ICE, em Londres, avançava 1,39% para US$ 75,03 o barril. A declaração de força maior pelo consórcio comandado pela Shell, ontem no final do dia, foi necessário depois da constatação de vazamento em um oleoduto compartilhado. O motivo do vazamento não foi identificado. Segundo participantes do mercado, o problema deverá durar até o final deste mês e atingirá as exportações de agosto da Nigéria, o quinto maior produtor do mundo. A notícia de força maior, o que desobriga a companhia de honrar contratos de entrega tendo em vista incapacidade de produção por motivos alheios, segue-se a várias outras informações de dificuldades operacionais por companhias estrangeiras na Nigéria. Militantes contrários à exploração do petróleo nigeriano por estrangeiros têm atacado instalações das companhias, especialmente no delta do Níger, provocando queda de cerca de 715 mil barris na produção diária de petróleo do país. Paralelamente, a demanda por gasolina nos EUA continua aumentando, tendo subido mais 4 mil barris ao dia na semana que terminou em 21 de julho, para 9,573 milhões de barris ao dia, em média, 1,8% acima do mesmo período do ano passado. Por outro lado, as reservas de gasolina caíram 3,2 milhões de barris na mesma semana, superando a previsão de retração de 280 mil. As informações são da Dow Jones.

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