Petróleo sobe 2,5% por China, mas cede 0,9% na semana

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em forte alta nesta sexta-feira, impulsionados por dados melhores do que o esperado sobre a produção industrial na China, que é uma das maiores consumidoras da commodity no mundo. Mesmo assim, no resultado acumulado na semana, o petróleo teve queda.

Agencia Estado

09 de agosto de 2013 | 17h05

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para setembro, ganhou US$ 2,57 (2,48%), terminando a US$ 105,97 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para setembro avançou US$ 1,54 (1,44%), finalizando a sessão a US$ 108,22. Na semana, o petróleo WTI negociado em Nova York recuou 0,91%, enquanto o Brent ganhou 0,11%.

No começo da madrugada, saíram os aguardados indicadores da indústria e do varejo chineses. A produção industrial do gigante asiático surpreendeu e subiu 9,7% na comparação anual em julho, acima da previsão de alta de 9,0%. Já as vendas no varejo da China tiveram no mês passado alta de 13,2%, também na base anual, vindo quase em linha com a projeção de aumento de 13,3%.

Andrey Kryuchenkov, analista da VTB Capital, aponta que dados mostraram que as importações de petróleo pela China tiveram alta mensal de 14% em julho, para mais de 6,1 milhões de barris por dia. "Certamente são dados encorajadores, pois o aumento na capacidade de refino e a recomposição dos estoques de grandes produtores ajudaram a elevar as estimativas para níveis recordes", explicou.

Separadamente, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou seu relatório mensal, no qual afirma que a produção do grupo em julho ficou em 30,3 milhões de barris por dia, uma queda de 100 mil barris em relação a junho. A retração é resultado principalmente da queda na produção no Iraque e na Líbia. Fonte: Dow Jones Newswires.

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