Petróleo sobe 4,25%, para US$ 74,55 em NY

Queda da aversão faz commodity atingir maior cotação em duas semanas

Ricardo Gozzi, da, Agência Estado

27 de maio de 2010 | 17h56

Os contratos futuros de petróleo fecharam hoje na cotação mais elevada em duas semanas, após os investidores retornarem para os mercados de maior risco. A manifestação da China, de confiança nos títulos da dívida dos países da zona do euro, contribuíram para o movimento.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em julho subiu 4,25%, para US$ 74,55 o barril. No mercado eletrônico ICE de Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent avançou 4,07%, para US$ 74,66 o barril.

Nos últimos dois dias, os contratos subiram mais de 8%, depois que as crises da dívida enfrentadas pela Grécia e pela Espanha começaram a parecer menos nocivas à economia mundial. Hoje, os mercados de ações e de commodities (matérias-primas) ganharam força quando a Administração Estatal de Câmbio da China desmentiu rumores de que estaria revisando sua exposição a bônus europeus. Além disso, o Parlamento da Espanha aprovou um programa de austeridade fiscal proposto pelo governo, fazendo aumentar a confiança de que o endividamento do país não arrastará a economia da zona do euro.

Os investidores também passaram a deixar de lado os temores com a Europa após novos indicadores sugerirem a recuperação da economia dos Estados Unidos e a continuidade do ritmo de crescimento da China. "A dívida soberana (...) é algo a se acompanhar, mas, no fim do dia, a recuperação global não saiu dos trilhos e o crescimento parece positivo nos Estados Unidos e em outras partes do mundo", avaliou Jason Schanker, presidente da consultoria Prestige Economics.

Participantes do mercado disseram que a fala do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre restrições à exploração de petróleo offshore teve pouco peso sobre a alta da commodity. O governo norte-americano passará seis meses sem emitir novas autorizações para perfuração e vai cancelar licenças para a Virgínia e o Ártico. As informações são da Dow Jones.

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