Petróleo sobe a US$ 77,44 antes de dados de estoques

Sistema de baixa pressão no Caribe pode reduzir estoques artificialmente

Álavaro Campos, da Agência Estado,

20 de julho de 2010 | 17h40

Os contratos futuros de petróleo fecharam no maior nível em três semanas, com as expectativas por uma queda nos estoques da commodity nos EUA sendo impulsionadas pelo fortalecimento de um sistema de baixa pressão no Caribe. Os contratos de petróleo com entrega para agosto fecharam em alta de US$ 0,90, ou 1,17%, a US$ 77,44 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). O contrato venceu hoje e registrou um volume extremamente baixo de negociação. O contrato mais negociado, com entrega para setembro, fechou com ganho de US$ 0,68, ou 0,88%, a US$ 77,58 o barril. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent fechou em alta de US$ 0,52, ou 0,69%, a US$ 76,14 o barril.

O mercado de petróleo está esperando por um imprevisível relatório sobre os estoques nos EUA, que será divulgado amanhã pelo Departamento de Energia (DOE, na sigla em inglês). Nas últimas duas semanas os estoques acumularam uma queda de 10 milhões de barris. Analistas ouvidos pela Dow Jones preveem uma queda média de 1,3 milhão de barris para a semana terminada em 16 de julho.

Mas os estoques de petróleo permanecem acima dos níveis normais mesmo após a forte queda nos últimos dois relatórios, com a demanda nos EUA lutando para se recuperar da recessão do ano passado. Os preços do petróleo haviam subido para quase US$ 90 o barril na primavera (no Hemisfério Norte), com a esperança de que uma rápida recuperação econômica e o tradicional pico de verão no consumo de gasolina iriam diminuir os estoques. Mas os corretores reduziram suas expectativas e os futuros de petróleo permaneceram entre US$ 70 e US$ 80 nas últimas semanas.

Uma alta substancial nas bolsas pode significar que os investidores confiam que uma robusta recuperação econômica foi retomada, segundo afirmam os participantes do mercado. Hoje o índice Dow Jones fechou em alta de cerca de 75 pontos, mas está quase mil pontos abaixo da máxima do ano. "Se o mercado realmente vai ter uma alta forte, nós vamos precisar da ajuda dos mercados de ações", disse Andy Lebow, da MF Global.

Os operadores estão observando atentamente o sistema de baixa pressão que está se formando no Caribe, que poderia artificialmente reduzir os estoques excessivos. O Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos EUA estimou que o sistema têm 60% de chance de se tornar uma depressão tropical nas próximas 48 horas, potencialmente forçando as unidades produtoras de petróleo e gás que estão no caminho a serem fechadas. As informações são da Dow Jones.

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