Petróleo sobe a US$ 79 com tempestade rumo ao Golfo

Em NY, contratos para entrega em setembro fecharam no nível mais alto desde 5/5

Álvaro Campos, da Agência Estado,

22 de julho de 2010 | 17h58

Os contratos futuros de petróleo negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) fecharam em forte alta, influenciados por uma depressão tropical que se encaminha para o Golfo do México e pelas Bolsas norte-americanas, que registraram ganhos significativos.

Na Nymex, os contratos futuros de petróleo com entrega para setembro tiveram alta de US$ 2,74, ou 3,58%, a US$ 79,30 o barril, o nível mais alto de fechamento desde 5 de maio e o ganho porcentual diário mais alto desde 27 de maio. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent com entrega para setembro fechou em alta de US$ 2,45, ou 3,25%, a US$ 77,82 o barril.

O Centro Nacional de Furacões dos EUA noticiou a formação da terceira depressão tropical na bacia do Atlântico este ano, no sudeste das Bahamas. Os analistas do governo preveem que a tempestade vai seguir por uma rota no Golfo do México em direção à costa da Louisiana no fim de semana.

O Golfo do México produz cerca de 1,6 milhão de barris por dia, fornecendo quase 2% da demanda global de petróleo. Entretanto, o Golfo fornece quase 10% do petróleo utilizado nos EUA, que é o maior consumidor de petróleo bruto do mundo, e interrupções na produção da região podem ter um impacto maior nos contratos futuros da Nymex. A Royal Dutch Shell já começou a retirar a equipe não essencial das suas unidades de produção no Golfo.

Com o petróleo se aproximando de US$ 80 o barril, os participantes do mercado estão procurando verificar se esse nível vai representar um ponto de resistência ou uma base para forçar uma alta maior. Com os ganhos de hoje, os futuros conseguiram compensar as perdas de ontem, causadas pelo relatório do Departamento de Energia (DOE) que mostrou que os estoques de petróleo e combustíveis subiram mais do que o esperado. O depoimento do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, no Congresso, afirmando que a perspectiva econômica parece mais fraca, também não foi suficiente para evitar a alta do petróleo. As informações são da Dow Jones.

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