Petróleo sobe a US$ 85,65 o barril em NY

Às 15h02 (horário de Brasília), o contrato futuro de petróleo com vencimento em março negociado na Nymex subia 1,58%, para US$ 85,65 o barril

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

16 de fevereiro de 2011 | 15h16

Os preços dos contratos futuros do petróleo acentuaram os ganhos observados mais cedo e se aproximaram de US$ 86 o barril, após o ministro de Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, afirmar que o Irã enviou dois navios de guerra ao Mar Mediterrâneo. "Hoje dois navios de guerra iranianos supostamente devem cruzar o Canal de Suez em direção ao Mar Mediterrâneo durante seu trajeto para a Síria. A comunidade internacional deve entender que Israel não ignorará essas provocações eternamente", disse a autoridade.

Segundo dados da Agência Internacional de Energia (AIE), o Irã é o segundo maior produtor de petróleo da região do Golfo Pérsico e possui a terceira maior reserva mundial de petróleo. O país também é o quarto maior exportador de petróleo do mundo.

Às 15h02 (horário de Brasília), o contrato futuro de petróleo com vencimento em março negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) subia 1,58%, para US$ 85,65 o barril. Antes do anúncio do ministro israelense, o contrato operava perto de US$ 84,42 o barril. Na plataforma ICE de Londres, o contrato do petróleo tipo Brent com vencimento em abril avançava 2,39%, para US$ 104,07 o barril.

Mais cedo, o Departamento de Energia dos EUA informou que os estoques de petróleo do país cresceram 860 mil barris na semana encerrada em 11 de fevereiro, ou aproximadamente metade do previsto pelos analistas. Os estoques de gasolina subiram 205 mil barris, ou seis vezes menos que o previsto, mas o aumento empurrou o estoque total do combustível para o maior nível desde 1990. "Foi provavelmente um relatório mais forte que o esperado, mas ainda há bastante petróleo e gasolina", disse Kyle Cooper, sócio-gerente da IAF Energy Advisors.

Ainda segundo o governo dos EUA, os estoques norte-americanos de destilados - categoria que inclui o diesel e o óleo para calefação - tiveram uma redução de 3,096 milhões de barris na semana passada, ante estimativa de recuo de 800 mil barris. "Tivemos boa demanda por causa do frio e da redução na produção de combustíveis destilados", disse Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates. "O clima frio interrompeu as atividades de algumas refinarias no oeste do Texas." As informações são da Dow Jones.

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