Petróleo sobe a US$ 87,33 puxado por alta de derivados

Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam em alta, impulsionados pela valorização de derivados como a gasolina e o óleo para calefação após a operadora da refinaria de Hovensa ter anunciado que cortará em 30% suas atividades, passando a refinar 350 mil barris por dia.

GUSTAVO NICOLETTA, Agencia Estado

26 de janeiro de 2011 | 19h14

A refinaria de Hovensa responde por mais de 16% do volume de derivados de petróleo importado na Costa Leste dos EUA, o ponto de entrega dos contratos futuros de gasolina e de óleo para calefação negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês). "Definitivamente os preços dos derivados estão oferecendo suporte ao petróleo", disse Jim Ritterbusch, diretor da Ritterbusch and Associates.

Outro fator que impulsionou os preços dos destilados hoje foi o comentário do executivo-chefe da Valero Energy, Bill Klesse, durante uma teleconferência com investidores. Ele disse que a porção ocidental da Europa enfrenta uma escassez de 600 mil barris diários de destilados - categoria que inclui o diesel e o óleo para calefação.

O contrato do petróleo para março negociado na Nymex fechou em alta de US$ 1,14, ou 1,32%, a US$ 87,33 por barril. O contrato da gasolina reformulada (RBOB) para fevereiro subiu US$ 0,0879, ou 3,75%, para US$ 2,4306 por galão, enquanto o contrato do óleo para calefação para fevereiro avançou US$ 0,0769, ou 2,97%, para US$ 2,6698 por galão.

Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para março subiu US$ 2,66, ou 2,79%, para US$ 97,91 por barril.

Os preços do petróleo subiram hoje mesmo diante de um aumento nos estoques norte-americanos da commodity. De acordo com dados do Departamento de Energia dos EUA, os estoques de petróleo do país cresceram 4,836 milhões de barris na semana encerrada em 21 de janeiro. O aumento foi cinco vezes maior do que o previsto por analistas. As informações são da Dow Jones.

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