Petróleo sobe após Obama autorizar ataques ao Iraque

Objetivo da medida é retardar o avanço dos militantes islâmicos, que desde junho invadiram regiões no norte e no oeste iraquiano

Agência Estado

08 de agosto de 2014 | 09h09

Os contratos futuros de petróleo operam em alta, após o presidente do Estados Unido, Barack Obama, autorizar ataques aéreos norte-americanos no Iraque. Segundo Obama, a medida tem como objetivo retardar o avanço dos militantes extremistas islâmicos, que desde junho invadiram diversas regiões no norte e no oeste iraquiano.

"Neste momento, a reação do mercado diz respeito a como o mercado responde normalmente quando há notícia de primeira página de tensões geopolíticas. Este é um comportamento tradicional", disse o economista Barnabas Gan, em OCBC Bank.

A geopolítica está de volta à agenda não só por causa do Iraque, mas devido à concentração de tropas russas na fronteira com a Ucrânia, a violência na Líbia e uma rejeição das últimas propostas de cessar-fogo no conflito entre Israel e Palestina.

Contudo, os fundamentos apontam para um mercado amplamente suprido, disse a JBC Energy.

"Embora a situação no lado geopolítico pareça estar cheia de instabilidade, no plano econômico, sinais positivos dos EUA e das economias europeias estão reforçando as expectativas de uma melhoria no crescimento econômico global este ano", escreveram em uma nota a clientes.

Aceleração do crescimento nos EUA, uma recuperação gradual na Europa e uma estabilização na China levam a uma perspectiva sobre a economia global que é positiva no curto prazo, segundo a JBC, "com os países desenvolvidos estimulando o crescimento, enquanto os riscos de baixa parecem estar contidos no momento".

Às 9h (de Brasília), o petróleo Brent com entrega em setembro subia 0,61% a US$ 106,07 por Barril. Na Nymex, o contrato de petróleo para setembro avançava 0,39%, para US$ 97,72 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

Tudo o que sabemos sobre:
petróleoObamaIraque

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.