Petróleo sobe com expectativa de maior demanda

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, 16, impulsionados pelo aumento da construção de moradias nos Estados Unidos e a proximidade da temporada de viagens do verão norte-americano, fatores que alimentam a expectativa de uma maior demanda por energia no país. As tensões na Ucrânia também contribuíram para a valorização da commodity.

LETICIA PAKULSKI, Agencia Estado

16 de maio de 2014 | 17h28

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para junho fechou em alta de US$ 0,52 (0,51%), a US$ 102,02 por barril, se recuperando das perdas de ontem. Na semana, o ganho foi de 2,03%.

O Brent para julho terminou com valorização de US$ 0,66 (0,60%), a US$ 109,75 por barril, na IntercontinentalExchange (ICE), em Londres. Na semana, o contrato para julho, que passou a ser o mais negociado na quinta-feira, subiu 2,30%.

Nos Estados Unidos, a construção de novas moradias teve em abril a maior alta na comparação mensal em quase cinco meses, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 1,07 milhão, superando o previsto por analistas.

"Sempre que o mercado imobiliário registra um avanço, o petróleo não fica muito para trás - isso significa mais demanda por gás, mais demanda por diesel", disse Carl Larry, analista da Oil Outlooks and Opinions.

A proximidade das férias de verão nos EUA, que devem levar a um maior número de viagens de carro pelo país, também deu sustentação ao petróleo, especialmente considerando o aumento da procura por derivados e redução da taxa de utilização da capacidade das refinarias dos EUA na semana passada.

"O petróleo continua obtendo algum suporte da demanda maior por gasolina e da produção menor de refinarias devido a alguns reparos em algumas (grandes refinarias) ao longo da Costa do Golfo", salientou o estrategista Richard Hastings, da Global Hunter Securities.

No pregão de hoje, as cotações do petróleo Brent também foram impulsionadas pela crise ucraniana. Investidores ainda temem que novas sanções contra a Rússia afetarão a oferta global, porque o país é o segundo maior exportador depois da Arábia Saudita.

Os mercados ainda repercutem a carta de Vladimir Putin publicada ontem ameaçando interromper o fornecimento de gás para a Ucrânia a partir de 1º de junho a menos que Kiev salde suas dívidas. Enquanto isso, forças do governo continuaram enfrentando separatistas pró-Rússia no leste ucraniano. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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