Petróleo sobe com Irã voltando a preocupar mercado

Depois de três sessões negativas, os contratos futuros de petróleo fecharam em alta em Londres e Nova York, com as renovadas preocupações relacionadas ao programa nuclear do Irã atraindo os compradores de volta ao mercado, segundo operadores e analistas. O Irã descartou hoje dar uma resposta imediata à oferta internacional de incentivos para suspender sua atividade nuclear, dizendo que o pacote contém "ambigüidades" demais. O principal negociador do Irã para a questão nuclear, Ali Larijani, disse depois de um encontro com o chefe de política externa da União Européia (UE), Javier Solana, que as "ambigüidades devem ser removidas primeiro, com o objetivo de termos negociações sérias". Os comentários de Larijani esfriaram as esperanças de que o Irã pudesse dar um sinal sobre se iria responder dentro do prazo final - até quarta-feira - e aceitar a oferta internacional. "Os iranianos estão jogando uma partida dura, suas declarações mostram que eles não são flexíveis", disse o diretor de estratégia de commodities do Société Generale em Nova York, Mike Guido. "Você agora tem de assumir que haverá um movimento em direção a sanções, o que dificulta a manutenção de uma exposição vendida no curto prazo", acrescentou. Nesta quarta-feira, os participantes do mercado estarão atentos aos dados sobre os níveis dos estoques comerciais norte-americanos da semana passada - que inclui o período do feriado do Dia da Independência. Analistas entrevistados pela Dow Jones prevêem um declínio de 1,4 milhão de barris nos estoques de petróleo bruto e uma queda de 500 mil barris nos estoques de gasolina. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de petróleo para agosto fecharam a US$ 74,16 o barril, alta de US$ 0,55 (0,75%). A mínima foi de US$ 73,95 e a máxima de US$ 74,60. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para US$ 73,67 o barril, alta de US$ 0,78. A mínima foi de US$ 72,55 e a máxima de US$ 74,05. As informações são da Dow Jones.

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