Petróleo sobe com Líbano, Nigéria e estoques dos EUA

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta na New York Mercantile Exchange (Nymex) e na International Commodities Exchange (ICE), de Londres. O mercado reverteu parte da queda de ontem devido à demanda forte por gasolina nos EUA, à continuidade dos combates no Líbano e à declaração de "força maior" feita pela Corporação Nacional de Petróleo da Nigéria, que suspendeu a produção de 203 mil barris por dia por causa de um vazamento, aparentemente provocado por vandalismo. Pela manhã, os futuros de petróleo subiram em reação ao informe do Departamento de Energia dos EUA, segundo o qual os estoques norte-americanos de gasolina sofreram uma redução de 3,2 milhões de barris na semana passada. Enquanto isso, um general israelense disse que a ofensiva militar de seu país no Líbano deverá durar "várias semanas"; oito soldados israelenses morreram ontem no Líbano, em combate com milicianos do Hezbollah, e Israel enfrenta uma onda de protestos internacionais por ter destruído um posto de observadores militares desarmados da ONU, deixando quatro mortos (um chinês, um austríaco, um irlandês e um canadense). "Qualquer boa vontade que tenha surgido com a visita da secretária de Estado (dos EUA) Condoleezza Rice foi perdida. E, se a situação na Nigéria não se resolver rapidamente, poderemos testar os US$ 78 por barril até o fim da semana. A incerteza na Nigéria e no Oriente Médio vai manter as pessoas nervosas quanto a ficar 'vendidas' no fim de semana", comentou o analista Phil Flynn, da Alaron Trading. Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para setembro terminaram a US$ 73,94 por barril, com ganho de US$ 0,19; a mínima foi em US$ 73,52 e a máxima em US$ 74,80. Na ICE, os contratos do petróleo tipo Brent para setembro fecharam a US$ 74,00 por barril, em alta de US$ 0,72, com mínima em 73,00 e máxima em US$ 74,73. As informações são da Dow Jones.

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