Petróleo sobe com Oriente Médio e PIB chinês

Os contratos futuros do petróleo seguem sustentados, mas já operam abaixo das máximas, com investidores incertos quanto às perspectivas do conflito no Oriente Médio e impressionados com o PIB chinês, que no segundo trimestre registrou o maior crescimento na década. Os investidores começam também a especular com os números que saem amanhã sobre os estoques norte-americanos de petróleo, especialmente de gasolina. Analistas prevêem queda de cerca de 1,1 milhão de barris nos estoques de gasolina na semana que terminou em 14 de julho. Às 13h26 (de Brasília), o contrato para agosto do petróleo subia 0,46% para US$ 75,65 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex); em Londres, o contrato de setembro subia 0,47% para US$ 76,29 o barril "Os investidores procuram ainda compreender o que está acontecendo no Oriente Médio", disse Aaron Kildov, da Prudential Financial Derivatives em Nova York. "Acredito que o petróleo continuará a subir até que testemos o patamar de US$ 78,00 novamente". O bloqueio de Israel e o bombardeio contra o Líbano, depois da captura de dois soldados israelenses pelo grupo islâmico Hezbollah na semana passada, projetou o petróleo para o recorde de US$ 78,40 o barril, durante o pregão eletrônico da Nymex. Ontem, os preços cederam na expectativa de cessar-fogo. Mas a retomada dos ataques nesta madrugada voltou a causar preocupações de que o conflito poderia envolver a Síria ou o Irã. A China informou expansão de 11,3% da economia no segundo trimestre, superando a estimativa de crescimento de 10,4%. O aumento na demanda de energia pela China tem contribuído grandemente para alavancar os preços do petróleo. O número sugere que a demanda chinesa continuará crescendo. As informações são da Dow Jones.

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