Petróleo sobe com possível intervenção na Síria

Os contratos futuros de petróleo operam em alta, com o brent atingindo os níveis mais altos desde o começo de março, diante da perspectiva de uma intervenção militar na guerra civil da Síria. O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, endureceu o discurso norte-americano na segunda-feira, 26, ao classificar o suposto ataque com armas químicas aos rebeldes sírios como uma "obscenidade moral".

Agencia Estado

27 de agosto de 2013 | 07h28

Embora a Síria não seja um grande produtor de petróleo, o temor de que a tensão se espalhe pela região do Oriente Médio surge ao mesmo tempo que conflitos no Egito levantam preocupações com a segurança no Canal de Suez e que as exportações da Líbia são prejudicadas por greves de trabalhadores.

"O Iraque, atualmente o segundo maior membro produtor da Opep, já viu sua situação de segurança se deteriorar significativamente por causa da Síria", afirmaram analistas do Barclays em nota a clientes. Os analistas acrescentaram que as tensões podem aumentar em grandes países produtores com população xiita, como Arábia Saudita e Kuwait.

Uma intervenção militar na Síria deverá levar o brent para o topo da faixa de US$ 100 a US$ 120 por barril na qual vem oscilando desde o início da chamada Primavera Árabe, em 2011, comentaram analistas do Commerzbank.

Em um momento no qual alguns indicadores econômicos sugerem que há uma recuperação inicial na economia global e que os mercados emergentes estão vivendo uma fuga de capital, um aumento nos preços do petróleo pode ser um choque bastante negativo.

Às 7h14 (pelo horário de Brasília), o brent para outubro subia 0,87% na ICE, para US$ 111,69 por barril, depois de atingir a máxima desde o começo de março de US$ 111,92 por barril, enquanto o contrato para outubro negociado na Nymex avançava 0,88%, a US$ 106,95 por barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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