Petróleo sobe com preocupação com oferta após incêndio em refinaria nos EUA

 Preços atingiram a máxima no início da tarde, depois do ocorrido; desvalorização do dólar também ajudou a commodity

Agência Estado

25 de abril de 2013 | 16h29

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam no maior nível em mais de duas semanas, impulsionados pela desvalorização do dólar e dados melhores que o esperado dos EUA e do Reino Unido. Os preços do petróleo ganharam mais força, no entanto, após a notícia de um incêndio ocorrido numa refinaria da Alon USA Energy em Krotz Springs, no Estado norte-americano de Louisiana.

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para junho, ganhou US$ 2,21 (2,42%), fechando a US$ 93,64 o barril. Na plataforma eletrônica ICE o barril do petróleo tipo Brent com entrega para maio avançou US$ 1,68 (1,65%) e fechou a US$ 101,73.

O incêndio em Louisiana foi controlado em 11 minutos, mas o impacto nas operações locais ainda é desconhecido. Os preços do petróleo atingiram a máxima intraday no início da tarde, pouco depois do ocorrido, para em seguida atingir novas máximas durante a tarde.

Também deram apoio à commodity a desvalorização do dólar. O dólar recuou ante o iene com dados que mostraram que as vendas de ativos estrangeiros por investidores institucionais japoneses ganharam força levemente na terceira semana de abril, reduzindo as expectativas de que as medidas de relaxamento monetário do Banco do Japão provocariam um fluxo de saída de capital imediato de dinheiro japonês.

Além disso, indicadores do Reino Unido e dos EUA vieram melhores que a expectativa. Os dados preliminares sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido mostraram que o país evitou uma terceira recessão. O PIB britânico cresceu 0,3% no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao quarto trimestre de 2012, e 0,6% ante o mesmo período do ano anterior. Economistas consultados pela Dow Jones previam expansão de 0,1% na comparação trimestral e de 0,2% na taxa anual. Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego caíram 16 mil, para 339 mil, na semana passada. O total de pedidos é o mais baixo em quase cinco anos. As informações são da Dow Jones.

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