Petróleo sobe com problema no Alasca e Oriente Médio

Os contratos futuros de petróleo são negociados em alta acentuada, reagindo à interrupção das atividades de um dos mais importantes campos de exploração de petróleo do Alasca e às tensões no Oriente Médio. O contrato do tipo Brent para setembro subia 1,40%, a US$ 77,24 por barril, após ter atingido US$ 77,73, mais cedo, na ICE Futures Exchange, ex-IPE, em Londres. Na Bolsa Mercantil de Londres (Nymex) eletrônica, o contrato para setembro subia 1,93%, para US$ 76,21 por barril, segundo cotações registradas por volta das 8h30 (de Brasília). Em mais um golpe para o fornecimento de petróleo para os EUA, metade da produção proveniente do distrito de North Slope, no Alasca, foi suspensa, após a BP Exploration Alaska ter encontrado uma grave corrosão na linha de distribuição de Prudhoe Bay. Autoridades da BP não deram um prazo determinado para a retomada da exploração. "Não sei nem quanto tempo levaremos para interromper totalmente a linha", comentou o conselheiro sênior da BP, Tom Williams. Após o campo ser desativado, o que pode levar dias, a produção da BP será reduzida em 400 mil barris por dia, um volume equivalente a 8% da produção total de petróleo dos Estados Unidos em maio de 2006. Os 400 mil barris correspondem a 2,6% do abastecimento dos EUA, quando considerados os volumes de importações, de acordo com dados do Departamento de Energia. Paralelamente, a tensão no Oriente Médio continuava sustentando compras de petróleo. O Irã declarou, ontem, que pretende ampliar o seu programa de enriquecimento de urânio, desafiando uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que fixou o dia 31 de agosto como prazo para o governo de Teerã interromper seu programa ou enfrentar o risco de sofrer sanções econômicas e políticas. O principal negociador do Irã para assuntos nucleares, Ali Larijani, disse que a resolução é ilegal e que o Irã não respeitará o prazo. O Irã descreveu o esboço de resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito do Hezbollah com Israel como uma nova ofensa ao Líbano. "A resolução é mais uma operação contra a nação libanesa", disse o ministro de Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki. "A resolução considera o Líbano responsável pelo início da crise. Fala sobre conversas com vistas a um cessar-fogo, enquanto ignora a retirada das forças israelenses do Líbano", observou. Um ataque aéreo de Israel matou mais de 40 pessoas hoje, no vilarejo de Houla, na fronteira do Líbano, segundo informações do primeiro-ministro libanês, Fuad Saniora. O premier revelou informações sobre o ataque ao vilarejo durante um encontro de ministros de Relações Exteriores árabes que se encontraram em Beirute para manifestar solidariedade ao governo do Líbano e à população, após os ataques israelenses iniciados em 12 de julho. O presidente da Opep, Edmund Daukoru, afirmou, ontem, que os preços do petróleo não devem, provavelmente, cair muito abaixo de US$ 70 por barril neste ano, a despeito de o cartel ter capacidade ociosa suficiente para manter o mercado mundial bem abastecido de petróleo. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

07 de agosto de 2006 | 09h31

Tudo o que sabemos sobre:
finanças

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.