Petróleo sobe com queda de estoques de gasolina

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam novamente acima dos US$ 67 o barril, impulsionados pela gasolina. O relatório semanal do Departamento de Energia dos Estados Unidos mostrou queda de 4,4 milhões dos estoques norte-americanos de gasolina na semana passada, bem maior que a previsão de queda de 1,6 milhão de barris. Ao mesmo tempo, as refinarias não conseguiram aumentar seu ritmo de operações, registrando uma taxa de utilização da capacidade de 85,9%, menor que a de 87% da semana anterior, contrariando a previsão de aumento de 0,5 ponto porcentual. Os estoques de petróleo bruto, ao contrário, aumentaram 2,1 milhões. "Ainda não temos todas as refinarias de volta em operação depois do ano passado", disse o analista do BNP Paribas, Tom Bentz, lembrando que uma nova temporada agitada de furacões deverá começar em 1º de junho. A unidade fabricante de gasolina da Motiva Enterprises LLC, em Port Arthur, no Texas, por exemplo, sofreu problemas mecânicos ao tentar reiniciar suas atividades na semana passada. E uma refinaria da ConocoPhillips teve percalços semelhantes. A unidade está fechada desde agosto por causa do furacão Katrina. O Departamento de Energia alertou que se os problemas nas refinarias continuarem durante este mês, a oferta poderá reduzir-se ainda mais, mantendo a pressão de alta sobre os preços no momento em que temporada de viagens se aproxima. Os preços já são sustentados no momento por preocupações com possíveis problemas de oferta relacionados à adoção do etanol em substituição a um outro aditivo para a gasolina. Na Nymex, o contrato de gasolina para maio subiu 516 pontos, ou 2,7%, para US$ 1,9471 o galão. O contrato de petróleo bruto para maio avançou US$ 0,84 (+1,27%), fechando em US$ 67,07 o barril. A mínima foi em US$ 65,74 e a máxima em US$ 67,25. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para maio encerraram em US$ 67,10 o barril, alta de US$ 0,71. A mínima foi de US$ 65,84 e a máxima de US$ 67,38. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

05 Abril 2006 | 17h30

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