Petróleo sobe com receio de interrupção de oferta

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta nesta quinta-feira, impulsionados pelos receios de uma interrupção de oferta no Oriente Médio, em função dos conflitos no Egito. Indicadores positivos sobre a atividade econômica nos Estados Unidos também ajudaram. O contrato de petróleo WTI mais negociado, com entrega para setembro, ganhou US$ 0,48 (0,45%), fechando a US$ 107,33 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent avançou US$ 0,91 (0,83%), terminando a sessão a US$ 111,11, o maior nível desde 5 de março.

AE, Agencia Estado

15 de agosto de 2013 | 17h02

No Egito, os confrontos entre as forças de segurança e os apoiadores do presidente deposto Mohammed Morsi deixaram pelo menos 638 mortos nos últimos dois dias. O governo declarou estado de emergência por um mês, mas a violenta repressão levou os Estados Unidos a cancelar um exercício militar conjunto que estava previsto para setembro. O Egito não é um grande produtor de petróleo, mas 3 milhões de barris do óleo passam, diariamente, pelo Canal de Suez e 1,54 milhão de barris passam pelo oleoduto Suez-Mediterrâneo, que liga os Mares Vermelho e Mediterrâneo.

Na Líbia, a produção e a exportação de petróleo continuam baixa, em função de protestos. Enquanto isso, a explosão de um carro-bomba em Beirute matou 14 pessoas e deixou mais de 200 feridos no Líbano nesta quinta-feira. "Embora eu não acredite que o Canal de Suez vá fechar, meu maior receio é que a turbulência no Egito se espalhe para o restante do Oriente Médio", afirma o presidente da consultoria Lipow Associates, Andy Lipow.

Entre os indicadores econômicos divulgados nesta quinta-feira, os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caíram para o menor nível desde outubro de 2007. Já o índice de confiança das construtoras subiu em agosto para o patamar mais elevado desde novembro de 2005. "A economia parece estar melhorando e eu não vejo nenhum motivo para os preços do petróleo recuarem", diz o presidente da Oil Outlooks and Opinions, Carl Larry. Fonte: Dow Jones Newswires.

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