Petróleo sobe com tensão EUA/Irã e declaração saudita

Os contratos futuros de petróleo subiram na New York Mercantile Exchange (Nymex) e na International Commodities Exchange (ICE, em Londres). Os preços se recuperaram da queda de ontem, depois de voltarem a crescer as preocupações sobre o impasse entre EUA e Irã em torno da questão nuclear. "Há um nervosismo contínuo no mercado. O mercado realmente não sente que o Irã é sério na tentativa de chegar a um entendimento", observou Peter Beutel, presidente da consultoria Cameron Hanover. Ontem, um dos fatores para a queda dos preços do petróleo havia sido o noticiário em torno de uma carta enviada pelo presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, a seu colega norte-americano, George W. Bush. Os EUA reagiram afirmando que a carta não traz nenhuma proposta nova para a solução do impasse. Hoje, os EUA e outros países integrantes do Conselho de Segurança da ONU não conseguiram chegar a um acordo em torno de um projeto de resolução contra o Irã; eles decidiram preparar dois pacotes, um com benefícios e outro com sanções, para ser apresentado ao governo iraniano. Segundo os operadores, declarações do ministro do Petróleo da Arábia saudita, Ali Naimi, contribuíram para que os preços do produto subissem hoje. Discursando durante uma conferência em Riyadh, Naimi disse que os preços deverão continuar "firmes" pelo resto desta década, por causa de crescimento econômico forte, falta de folga na capacidade de refino e a demora para que novos poços passem a produzir. "Não é da minha natureza prever preços do petróleo. Apesar disso, acredito que os preços deverão permanecer firmes até o fim da década", afirmou o ministro. Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para junho fecharam a US$ 70,69 por barril, em alta de US$ 0,92. A mínima foi em US$ 69,62 e a máxima em US$ 71,45. Na ICE, os contratos do petróleo do tipo Brent para junho fecharam a US$ 71,08 por barril, em alta de US$ 0,87, com mínima em US$ 70,17 e máxima em US$ 71,78. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

09 de maio de 2006 | 17h08

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