Petróleo sobe e acumula ganho de 9,55% em agosto

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em forte alta nesta sexta-feira, após o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, durante a conferência de Jackson Hole, no qual ele deixou a porta aberta para a adoção de novas medidas de estímulo.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

31 de agosto de 2012 | 17h09

O contrato de petróleo para outubro subiu US$ 1,85 (1,96%), fechando a US$ 96,47 o barril. Na semana, o ganho acumulado foi de 0,33%, enquanto em agosto o petróleo subiu 9,55%. Na plataforma eletrônica ICE, o barril do Brent para outubro avançou US$ 1,92 (1,70%) hoje, fechando a US$ 114,57.

Participantes do mercado afirmam que o discurso de Bernanke continha sinais suficientes de que o Fed deve agir para estimular a economia, o que impulsionou o petróleo e outras commodities. "Sempre que se fala de estímulos, isso é bom para o petróleo", comentou Fred Rigolini, vice-presidente da Paramount Options.

Além dos comentários de Bernanke serem positivos para o petróleo, eles também ajudaram a commodity de outra forma. Como uma terceira rodada de relaxamento quantitativo (QE3, na sigla em inglês) causaria uma desvalorização do dólar, investidores abandonaram a moeda norte-americana nesta sexta-feira, causando seu recuo ante os principais rivais. Como os contratos de petróleo são denominados em dólar, eles se tornam mais baratos para compradores que usam outras moedas quando a divisa dos EUA se enfraquece.

Outro fator que ajudou o petróleo foi a alta de 2,8% nas encomendas à indústria nos EUA em julho, o maior salto em um ano, segundo informou o Departamento do Comércio. Os economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam uma alta menor, de 2,3%. Já o índice de sentimento do consumidor medido pela Reuters/Universidade de Michigan avançou para 74,3 em agosto, de 72,3 em julho, e também superou as previsões, de 73,5. As informações são da Dow Jones.

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