Petróleo sobe e fecha no maior nível em 7 semanas

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionados por indicadores positivos sobre a economia dos Estados Unidos divulgados nos últimos dias e a queda do dólar nesta segunda-feira. Com a alta, a commodity fechou no maior nível em sete semanas.

AE, Agencia Estado

20 de maio de 2013 | 16h56

O contrato de petróleo para junho ganhou US$ 0,69 (0,72%), encerrando a sessão a US$ 96,71 o barril, o maior nível desde 2 de abril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril do petróleo do tipo Brent para julho avançou US$ 0,16 (0,15%), fechando a US$ 104,80. O único indicador econômico divulgado nesta segunda-feira nos EUA foi o índice de atividade nacional no Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Chicago, que caiu para -0,53 em abril, de -0,23 em março. Na Europa, o governo da Itália informou que as encomendas à indústria local aumentaram 1,6% em março, na comparação com fevereiro, mas diminuíram 10,0% em relação a março de 2012.

No entanto, chamou mais a atenção dos participantes dos mercados a entrevista do ministro da Economia do Japão, Akira Amari, concedida neste domingo, 19, ao canal de televisão NHK. Amari sinalizou que está satisfeito com o atual nível do iene e disse que "se o iene continuar se enfraquecendo muito mais, terá impacto negativo sobre a vida das pessoas". Com isso, a valorização do dólar ante o iene teve uma pausa, o que se refletiu também frente a outras moedas.

Analistas dizem que a demanda por petróleo bruto e derivados pode subir nas próximas semanas, com o início das férias de verão americanas. "Nossa perspectiva é que, com o fim da manutenção nas refinarias, a demanda por petróleo tenha uma alta muito forte", afirmou o analista do BNP Paribas em Londres Gareth Lewis-Davies. "O saldo global no mercado de petróleo parece muito mais apertado neste verão (no Hemisfério Norte), com os preços do Brent, provavelmente, voltando à faixa de US$ 110,00 a US$ 115,00 o barril no segundo semestre", afirmam em nota os analistas do Morgan Stanley.

Apesar disso, o nível elevado dos estoques nos EUA pode prejudicar uma recuperação do petróleo. Na semana passada o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) revelou que os estoques estão perto do maior nível desde 1982. "É um pouco difícil manter uma tendência de alta quando se espera estoques recordes", disse o analista sênior de mercado da Price Futures Group, Phil Flynn. As informações são da Dow Jones.

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