Petróleo sobe e volta a superar US$ 75 o barril

Os contratos futuros do petróleo voltam a subir hoje, já que os sinais do Oriente Médio não apontam para o fim do conflito no curto prazo. Às 8h43 (de Brasília), o contrato de setembro do petróleo subia 0,71% para US$ 75,58 o barril na sessão eletrônica da Nymex; o contrato de mesmo vencimento negociado na plataforma ICE, em Londres, avançava 0,67% para US$ 75,11 o barril. Os preços embutem a possibilidade de aumento na tensão, depois de Israel se mostrar determinado a desarmar o grupo islâmico libanês Hezbollah. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse hoje que continuará a lutar contra as guerrilhas do Hezbollah e tomará "as mais severas medidas" contra os foguetes atirados contra Israel. A afirmação foi feita antes de Olmert reunir-se com a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice. Olmert disse estar ciente das necessidades humanitárias da população libanesa, mas insistiu que Israel está se defendendo do terrorismo. A declaração de Olmert foi reforçada pelo vice-primeiro-ministro, Shimon Peres, no Parlamento. Segundo ele, nesta guerra não há alternativa a não ser a vitória contra os terroristas. "Moralmente, o Hezbollah já foi vencido. Ele será também vencido militarmente". Em ataque de resposta hoje, o Hezbollah lançou mais de uma dúzia de foguetes contra a cidade portuária israelense de Haifa, os quais atingiram as proximidades do hospital Rambam, ferindo várias pessoas. Os ataques de Israel contra o Líbano, iniciados em 12 de julho depois da captura de dois soldados israelenses pelo Hezbollah, deixaram 400 libaneses mortos, incluindo 20 soldados libaneses e 11 militantes do Hezbollah. Ontem, Rice não conseguiu estabelecer acordo de "cessar-fogo viável" com as autoridades do Líbano. Para o primeiro-ministro do Líbano, Fuad Siniora, e o presidente do Parlamento, Nabih Berri, o cessar-fogo deveria preceder qualquer negociação. O petróleo é sustentado também por questões relacionadas à oferta da commodity, especialmente de gasolina durante as férias de verão no Hemisfério Norte. Na Nigéria, a produção da Shell foi reduzida em mais 180 mil barris ao dia ontem à noite, depois de vazamento em um oleoduto no delta do Níger. Na Venezuela, a produção da refinaria Amuay está reduzida em 17%, ou em cerca de 74 mil barris ao dia, por causa de um incêndio ocorrido em 17 de julho. A ConocoPhillips disse no dia 21 que manterá fechada por uma semana sua refinaria Roxana, em Illinois, por causa de problemas de energia causados por uma tempestade. Paralelamente, a demanda por combustíveis para motores atingiu pico em junho e julho pelo oitavo ano, entre os 10 últimos, segundo dados do Departamento de Energia. A demanda diária nas quatro semanas até 14 de julho atingiu a média de 9,6 milhões de barris, 1,9% acima do ano anterior. As informações são da Dow Jones e agências internacionais.

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