Petróleo sobe, em ajuste à forte baixa de ontem

Os contratos futuros do petróleo recuperam parte das perdas de ontem, quando a commodity perdeu mais de 3% nas operações realizadas na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) e na plataforma londrina ICE. As compras refletem ajuste dos preços, já que não há mudanças nos fundamentos ou novas notícias nesta manhã que indiquem mudança da posição dos investidores. Alterações mais bruscas na posição dos investidores podem ocorrer caso alguns outros países-membros produtores da Opep manifestem intenção de seguir a Venezuela e a Nigéria, cortando produção, ou os relatórios sobre os estoques norte-americanos mostrem aumento muito acima do que os analistas já esperam. Os relatos do Departamento de Energia dos EUA (DoE) e do Instituto Americano de Petróleo (API) serão divulgados às 11h30 (de Brasília). Às 10h23 (de Brasília), o contrato de novembro subia 0,39%, para US$ 58,91 o barril na sessão eletrônica da Nymex. Na plataforma ICE, de Londres, o contrato de mesmo vencimento operava em alta de 0,63%, para US$ 58,80 o barril. A empresa de consultoria e administração de risco de energia Cameron Hanover observou em seu relatório diário distribuído hoje que a pressão de liquidação dos comprados é ainda expressiva, o que justificaria o fato de o mercado ter caído tanto ontem. A Cameron observa que, embora não haja anúncio formal de que outros fundos além do Amaranth tenha contabilizado perdas expressivas, a "história nos diz que provavelmente temos mais dois ou mais grandes perdas forçando a liquidação". "Simplesmente não faz sentido que os preços do petróleo tenham caído US$ 4,00 por barril porque não ficamos (o mercado) impressionados com a 'qualidade' dos cortes da Nigéria e da Venezuela. O fato de que os dois países tenham cortado a produção deveria ter sido um fator de sustentação dos preços", diz o relatório. De acordo com a Cameron, o peso dos contratos no lado comprado, com perdas a partir das máximas, é o que realmente movimenta o mercado recentemente. "Têm havido tentativas de alta, mas sempre seguidas de liquidação dos comprados. Enquanto este processo de liquidação não estiver encerrado, haverá dificuldades para sustentação dos movimentos de alta."

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