Petróleo sobe em NY com expectativa de maior demanda

Os contratos futuros de petróleo fecharam no melhor nível em uma semana na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), ajudados pelas expectativas de aceleração adicional na atividade das refinarias após a temporada sazonal de manutenção e pelo vencimento dos contratos para abril na sessão anterior, segundo operadores e analistas. A taxa de utilização das refinarias subiu 0,7 ponto porcentual na semana passada, para 86,3% da capacidade, enquanto a alimentação das refinarias de petróleo bruto aumentou em 197 mil barris/dia, para 14,8 milhões de barris, segundo dados do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos. O dado das refinarias ofuscou o crescimento acima das expectativas nos estoques de petróleo bruto na semana passada, que refletiu principalmente o aumento nas importações depois de resolvidos os recentes problemas ocorridos nos canais de navegação dos EUA. "Baseado nos números dos estoques, você esperaria uma queda dos preços do petróleo, mas eu penso que as pessoas estão olhando para o futuro, para quando as refinarias voltarem a operar e então veremos a demanda por petróleo bruto crescer", disse o analista Phil Flynn, da Alaron Trading Corp em Chicago. A temporada sazonal de manutenção das refinarias, combinado com o completo fechamento da refinaria McKee, da Valero Energy Corp no Texas, com capacidade de 158 mil barris/dia, depois de um incêndio, reduziram a demanda por petróleo bruto e os estoques de gasolina antes do início da temporada de verão - de elevado consumo de combustíveis. Um grande aumento no spread, ou diferença, entre gasolina e petróleo bruto deverá atrair mais gasolina importada e incitar as refinarias a retomarem a plena capacidade de produção mais rápido. As expectativas de demanda também foram alimentadas pelas notícias de que a Valero espera que sua refinaria McKee apenas retome parte da produção na primeira semana de abril e aumente a capacidade para 115 mil barris/dia no final daquele mês. Pela manhã, o DoE informou um crescimento de 4 milhões de barris, para 329,3 milhões de barris nos estoques de petróleo bruto, comparado com uma expectativa de aumento de 1,4 milhão de barris dos analistas. Os estoques de gasolina encolheram em 3,4 milhões de barris para 210,5 milhões de barris, de uma expectativa de declínio de 1,6 milhão de barris. Apesar do declínio acima do esperado dos estoques, os contratos de gasolina RBOB para abril caíram 72 pontos (0,37%) para US$ 1,9349 o galão. "Obviamente, a gasolina teve uma alta recorde nas últimas semanas, portanto, alguma realização de lucro ou consolidação podem estar em perfeita ordem", disse o analista e corretor Tom Bentz, do BNP Paribas em New York. "Eu estou hesitante em ficar bearish (negativo) sobre gasolina, a situação ainda é muito sensível e suscetível a altas sobre qualquer problema a mais nas refinarias", acrescentou. No pregão viva-voz da Nymex, os contratos de petróleo para maio fecharam a US$ 59,61 por barril, em alta de US$ 0,36, ou 0,61%. A mínima foi de US$ 59,23 e a máxima de US$ 59,85. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para maio subiram US$ 0,57, ou 0,95%, e fecharam a US$ 60,77 por barril. A mínima foi de US$ 60,35 e a máxima de US$ 61,31. As informações são da Dow Jones.

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