Petróleo sobe forte e fecha no maior nível desde 1/2

Os contratos futuros de petróleo romperam a faixa em que estavam oscilando nos últimos pregões e subiram quase US$ 2, superando os US$ 66 o barril pela primeira vez desde fevereiro. O aumento das preocupações com a oferta da Nigéria, Iraque e Noruega foi citado como motivo para essa alta. A perda de mais de 460 mil barris por dia de petróleo nigeriano de boa qualidade em meio à contínua instabilidade do país foi particularmente sentida nos mercados nas semanas recentes. Militantes nigerianos libertaram ontem os três últimos petroleiros que vinham sendo mantidos reféns há semanas, mas disseram que vão continuar atacando a infra-estrutura de petróleo do país. Enquanto isso, a perspectiva para a produção de lá continua incerta. A Royal Dutch Shell interrompeu quase a metade de suas operações e disse que não retomará os trabalhos até que o país fique seguro o suficiente para seus funcionários. Pesou também sobre esse mercado a ameaça de greve do maior sindicato do setor privado norueguês, o Fellesforbundet, caso não seja fechado até sexta-feira um acordo com a Federação das Indústrias da Noruega sobre pensões e salários. O movimento não afetaria diretamente a produção de petróleo e gás, mas, segundo operadores, foi suficiente para estimular as compras num ambiente já nervoso de mercado. Em NY, os contratos de petróleo com entrega em maio fecharam em US$ 66,07 o barril, o maior nível desde 1º fevereiro, com alta de US$ 1,91 (2,98%). Em Londres, o petróleo tipo Brent fechou em US$ 64,97 o barril, com alta de US$ 1,36. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.