Petróleo sobe impulsionado por indicadores dos EUA

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionados por indicadores positivos sobre a atividade industrial nos Estados Unidos. Uma leitura ruim sobre a indústria da China, entretanto, impediu ganhos maiores.

AE, Agencia Estado

01 de julho de 2013 | 16h57

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para agosto, avançou US$ 1,43 (1,48%), fechando a US$ 97,99 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para agosto subiu US$ 0,84 (0,82%) e fechou a US$ 103,00. Nos EUA, o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial medido pela Markit caiu para 51,9 em junho, de 52,3 em maio. O resultado final ficou abaixo da leitura preliminar, de 52,2.

Já o índice de atividade do Instituto para Gestão de Oferta (ISM, na sigla em inglês) subiu para 50,9 em junho, de 49 em maio. A previsão dos economistas era de avanço para 50. Além disso, os investimentos em construção no país subiram 0,5% em maio ante abril, para a taxa anual sazonalmente ajustada de US$ 874,9 bilhões, o nível mais alto desde setembro de 2009.

Na madrugada, o HSBC havia divulgado que o PMI da China caiu para uma leitura final de 48,2 em junho, ante 49,2 em maio. Enquanto isso, o PMI oficial, medido pela Federação de Logística e Compra da China (CFLP, na sigla em inglês), recuou para 50,1, de 50,8. O petróleo também recebeu suporte das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que podem afetar a produção na região.

Neste domingo, 30, milhões de manifestantes foram às ruas no Egito para pedir a renúncia do presidente Mohammed Morsi e nesta segunda-feira os militares do país deram um prazo de 48 horas para que governo e oposição cheguem a um acordo e superem o impasse, caso contrário haverá intervenção das Forças Armadas. "De repente, parece que o petróleo em Nova York agora tenta se aproximar de US$ 100,00 o barril, após não conseguir se manter acima de US$ 97,00 nos últimos meses", afirma o diretor de Futuros de Energia da Mizuho, Bob Yawger. Fonte: Dow Jones Newswires.

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