Petróleo sobe impulsionado por preocupação com Bolívia

Os contratos futuros de petróleo são negociados em alta. Segundo a edição online do "Financial Times", a decisão da Bolívia de nacionalizar as operações de gás e petróleo no país estaria corroborando para que houvesse compras dos futuros de petróleo. A Bolívia tem a segunda maior reserva de gás natural da América Latina. "Essa é uma notícia, extremamente, negativa para o clima de investimentos em petróleo e gás em todo o mundo", avaliou o chefe de commodities da Merrill Lynch, Francisco Blanch. "Esse é mais um passo em direção a um controle estatal maior dos recursos naturais, a exemplo do que já vivenciamos na Rússia e na Venezuela", completou. Paralelamente, o vice-ministro de petróleo do Irã, M.H. Nejad Hosseinian, previu que os preços do petróleo devem romper US$ 100 por barril, no inverno, já que a oferta não pode crescer no curto prazo, mas declarou que o país não usará o petróleo como arma. Hoje, diplomatas de cinco países que são membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e a Alemanha se reúnem para discutir como responder à recusa do Irã para parar seu processo de enriquecimento de urânio. Às 11 horas, o petróleo para junho era negociado em alta de 0,28%, a US$ 74,10 por barril, na Nymex eletrônica. O contrato do gás natural para junho era negociado em alta de 2,39%, a US$ 6,855 por milhões de unidades térmicas britânicas, na Nymex eletrônica. Ontem, o petróleo para junho subiu 2,53%, na New York Mercantile Exchange (Nymex), impulsionado pelas tensões relacionadas ao Irã e também em razão de um incêndio em um oleoduto, que provocou o fechamento da refinaria ISAB Impianti Nord, da italiana ERG SpA, na Sicília, que produz cerca de 160 mil barris por dia. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

02 de maio de 2006 | 11h00

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