Petróleo sobe nesta sexta, mas perde 1,85% na semana

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira na bolsa mercantil de Nova York (Nymex), pela quarta sessão consecutiva, impulsionados pelo otimismo com a zona do euro após a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, comprometerem-se a salvar a moeda única europeia.

RENAN CARREIRA, Agencia Estado

27 de julho de 2012 | 17h13

O petróleo para entrega em setembro fechou em alta de US$ 0,74 (0,83%) na Nymex, a US$ 90,13 por barril. Na semana, porém, o produto recuou 1,85%. Na plataforma eletrônica ICE, o Brent para setembro subiu US$ 1,21 (1,15%), para US$ 106,47 por barril. No entanto, na semana caiu 0,34%.

Em um comunicado, Merkel e Hollande prometeram fazer tudo que for possível para proteger a zona do euro, ecoando as palavras do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que ontem disse que a instituição vai fazer o que puder para preservar a moeda única europeia.

"Alemanha e França estão profundamente comprometidas com a integridade da zona do euro. Os países estão determinados em fazer o que for possível para proteger a zona do euro", disse o comunicado, divulgado após os dois líderes conversarem por telefone.

Os comentários da Merkel nesta sexta-feira deram às observações de Draghi "um pouco mais de credibilidade", afirmou o analista de energia Dominick Chirichella, do Energy Management Institute.

A alta do petróleo ocorreu apesar da mais recente série de dados negativos dos EUA, que apontam para a continuação do crescimento lento.

Os EUA divulgaram nesta sexta-feira um crescimento de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre. O resultado ficou acima da previsão dos economistas consultados pela Dow Jones, de expansão de 1,3%, mas representou uma desaceleração em relação ao avanço registrado no primeiro trimestre deste ano, que foi revisado para cima, para ganho de 2,0%.

Além disso, o índice de sentimento do consumidor dos EUA, medido pela Reuters/Universidade de Michigan, veio fraco, embora acima das previsões. O indicador caiu para 72,3 na leitura final de julho, de 73,2 em junho, mas acima do dado preliminar de julho, de 72,0. O resultado também superou a previsão dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que esperavam que o dado preliminar fosse mantido. As informações são da Dow Jones.

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