Petróleo sobe pelo 2º dia, mas fecha semana em baixa

Os contratos futuros de petróleo para entrega em dezembro negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta de US$ 0,74 (0,76%) nesta sexta-feira, 25, a USS$ 97,85 por barril. Este foi o segundo dia seguido de recuperação da commodity na semana. A máxima desta sexta-feira chegou a US$ 98,05. Apesar dos ganhos nos últimos dois dias, o petróleo fechou a semana com queda de 2,8%.

AE, Agencia Estado

25 de outubro de 2013 | 18h04

O avanço desta sexta nos preços teve relação com os dados divulgados nos Estados Unidos sobre as encomendas totais por bens duráveis, que tiveram alta de 3,7% em setembro ante agosto. O aumento foi impulsionado pelas encomendas de equipamentos de transporte, o que, indiretamente, afetam o preço da commodity.

Na plataforma eletrônica ICE, o petróleo tipo Brent para dezembro foi na contramão da Nymex e fechou em leve baixa de US$ 0,06 (0,05%), a US$ 106,93 por barril. "Os preços do petróleo Brent, negociados em Londres, estão refletindo uma elevação dos efeitos cambiais e não há riscos para a recente subida do Brent porque o dólar registrou uma recuperação no fim desta semana", afirmou o estrategista Richard Hastings, da Global Hunter Securities.

Os contratos caíram para abaixo de US$ 100 nesta semana após o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) e o American Petroleum Institute (API) anunciarem aumentos acima das expectativas dos estoques de petróleo na semana até o dia 18. Após o verão, a demanda por combustível no país diminuiu, o que fez os estoques permanecerem elevados até a metade deste mês.

"Parece que as taxas de processamento em refinarias precisam se alterar para perto dos níveis utilizados no verão para reduzir novamente os estoques", disse Kirk o analista sênior da Argent Capital Management, Kirk McDonald. O analista sênior de petróleo da Agência Internacional de Energia também seguiu a mesma análise de McDonald, mas acrescentou que "o mercado pode rapidamente virar com qualquer notícia desagradável ou um retorno precoce do inverno no Hemisfério Norte". Fonte: Dow Jones Newswires

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