Petróleo supera US$ 113 o barril com violência na Síria e queda do dólar

Manifestações espalharam-se pelo país na sexta-feira, chegando à capital Damasco pela primeira vez desde meados de março, com pedidos não só por reformas, mas pelo fim do regime do presidente Bashar al-Assad

25 de abril de 2011 | 10h06

Os contratos futuros do petróleo operam sustentados pela tensão no Oriente Médio e Norte da África, com a Síria particularmente em foco, onde a tensão aumentou desde o final da semana passada. O volume de negócios é baixo, já que boa parte da Europa ainda comemora a Páscoa.

As manifestações espalharam-se pela Síria na sexta-feira, chegando à capital Damasco pela primeira vez desde meados de março, com pedidos não só por reformas no país, mas pelo fim do regime do presidente Bashar al-Assad.

A Síria não é um grande produtor de petróleo, mas a violência no país, assim como a continuidade da turbulência no Iêmen e na Líbia, provocam temores no mercado. "Os problemas por lá (na Síria) trazem preocupações sobre problemas no Bahrein, problemas talvez nas áreas ao sul da Península Saudita, e claro, a maior de todas as preocupações, de problemas na Arábia Saudita", disse o analista do Gartman Letter, Dennis Gartman, em sua nota diária a clientes.

A queda do dólar também favorece os preços do petróleo.

Às 10h09 (de Brasília), o contrato de junho do petróleo WTI subia 0,98% para 113,39 o barril na Nymex eletrônica. Na plataforma ICE, o contrato de junho avançava 0,47% para US$ 124,57 o barril. As informações são da Dow Jones.

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