Petróleo tem 4ª queda seguida por sinais dos EUA e Irã

Os contratos futuros de petróleo apresentaram o quarto pregão consecutivo de perdas na New York Mercantile Exchange (Nymex) nesta terça-feira, 24, mais uma vez pressionados pela visão de que as negociações dos Estados Unidos com a Síria estão evoluindo e de que as conversas com o Irã estão sendo retomadas. No período, a queda atinge 4,57%.

Agencia Estado

24 de setembro de 2013 | 18h05

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para novembro, caiu US$ 0,46 (-0,44%), fechando a US$ 103,13 o barril, o menor nível desde 30 de julho. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo do tipo Brent para novembro subiu US$ 0,48 (+0,44%) e encerrou a US$ 108,64 por barril, devolvendo nos minutos finais da sessão as perdas registradas mais cedo. Na véspera, o petróleo tipo Brent havia tido queda de 0,97%.

Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos EUA, Barack Obama, adotou tom mais moderado em relação ao Irã ao declarar que acredita "firmemente" que o caminho diplomático precisa ser testado. O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou as conversas como o começo de uma "nova era" nas relações com o Ocidente.

No fim da tarde, membros do governo Obama disseram que tentaram um encontro entre o presidente dos EUA e o novo presidente iraniano, Hasan Rouhani, mas os iranianos afirmaram que seria "muito complicado" fazer essa reunião neste momento.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Javad Zarif, deve se reunir na quinta-feira, 26, com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, como parte de um encontro entre Teerã e lideranças mundiais.

Ao falar sobre a Síria, Obama afirmou que o país "deu o primeiro passo" ao fornecer os detalhes de seu arsenal químico, mas reafirmou que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) deve levar adiante uma resolução com consequências contra o governo sírio, caso o presidente Bashar Assad não atenda às exigências de desmantelar seu arsenal de armas químicas.

Os preços do petróleo também foram pressionados pela demanda menor. Algumas refinarias norte-americanas irão parar para manutenção, o que reduz a compra de petróleo por parte delas, fazendo com que os estoques aumentem. Fonte: Dow Jones Newswires.

Mais conteúdo sobre:
petróleo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.