Petróleo tem alta forte com problema da BP no Alasca

Os contratos futuros de petróleo tiveram altas fortes na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) e na Bolsa Internacional de Commodities (ICE, de Londres). O mercado reagiu à notícia de que a British Petroleum está fechando o campo de produção da baía Prudhoe, no Alasca, por tempo indeterminado, depois de descobrir corrosão em seu oleoduto. A empresa informou mais tarde que terá que substituir 73% do oleoduto que transporta o petróleo produzido no campo da baía Prudhoe (400 mil barris por dia, cerca de 8% da demanda diária dos EUA). "Havia especulações de que Prudhoe poderá ficar fechada até o fim do ano", comentou o analista Tim Evans, do Citigroup. "Três semanas seriam o mínimo absoluto; seis semanas seriam uma estimativa preliminar mais provável", opinou a analista Deborah White, do Societé Générale. Segundo o chairman da Cambridge Energy Research Associates, Daniel Yergin, incluindo a suspensão da produção da BP na baía Prudhoe, cerca de 2,3 milhões de barris de petróleo estão deixando de ser produzidos por dia, por causa de vários fatores (entre eles os incidentes recentes na Nigéria e a redução na produção do Iraque provocada pela guerra). Yergin disse que a maior ameaça potencial à oferta global de petróleo é o Irã, que nos últimos meses acenou com a possibilidade de suspender suas exportações caso seja atacado pelos EUA ou por Israel. Na Nymex, os contratos de petróleo bruto para setembro fecharam a US$ 76,98 por barril, em alta de US$ 2,22 (2,97%); a mínima foi em US$ 76,05 e a máxima em US$ 77,30. Na ICE, os contratos do petróleo Brent para setembro fecharam a US$ 78,30 por barril, em alta de US$ 2,13, com mínima em US$ 76,15 e máxima em US$ 78,64. As informações são da Dow Jones.

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