Petróleo tem baixa moderada, sem convicção da alta de ontem

Os contratos futuros de petróleo são negociados em baixa moderada, com os investidores tentando realizar parte do lucro do impressionante rali de alta da sessão anterior. No entanto, os números mostrando declínio surpreendente dos estoques comerciais de petróleo e uma demanda forte por produtos derivados nos EUA colocavam um limite para vendas mais agressivas. O Departamento de Energia (DoE) norte-americano informou que os estoques de petróleo bruto caíram em 3,3 milhões de barris na semana passada, de uma expectativa de 2,7 milhões de barris. Os estoques de gasolina caíram 2,8 milhões de barris na semana passada em relação a anterior, para 207,4 milhões de barris, de uma previsão de queda de 900 mil barris. A demanda por gasolina cresceu 2,3% para 9,5 milhões de barris/dia na semana passada - nível mais elevado registrado fora da temporada de férias de verão. Os estoques de derivados recuaram 1,4 milhão de barris na semana, para 144 milhões de barris, de uma previsão de queda de 1,6 milhão de barris. Os dados provocaram surpresa no mercado de futuros de petróleo, levando os analistas a preverem novas erosões dos níveis dos estoques nas próximas semanas. "Esse declínio amplo nos estoques serviu de aviso para o mercado de que é tolice ser complacente com os níveis de preços atuais", disse um corretor. A expectativa de demanda crescente durante o período de inverno no Hemisfério Norte e as atividades de manutenção das refinarias justificam essa avaliação. No entanto, alguns analistas fazem alertas sobre um eventual posicionamento arrebatado. O Credit Suisse avaliou que a queda dos estoques do petróleo esteve mais relacionada ao fechamento por três dias do Louisiana Offshore Oil Port, em virtude de problemas climáticos, e menos em relação aos procedimentos de manutenção de refinarias. O fechamento impediu que os cargueiros entrassem no porto e desembarcassem os produtos, enquanto a neblina registrada em outros canais de escoamento paralisou as operações do cargueiros. "Esses atrasos afetaram, artificialmente, as importações e estoques e os números de importações da próxima semana devem trazer alguns ajustes", avaliou o banco. O analista da Petromatrix, Olivier Jakob, concordou com essa visão e lembrou que apesar de mercado dar indícios de que atingiu seu piso, ainda é muito cedo para se prever um rali para acima dos níveis atuais de preços. No pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), os contratos de petróleo para dezembro cediam 0,15%, para US$ 61,31 por barril às 9h12 (de Brasília), após fecharem a US$ 61,40 o barril, alta de US$ 2,05 (3,45%), na sessão anterior. Os contratos de gasolina para novembro recuavam 0,62%, para US$ 1,5705 o galão, após terem subido 543 pontos (3,53%) ontem. Os contratos de óleo para aquecimento para novembro regrediam 0,39%, devolvendo parte da alta de 2,58% da sessão anterior. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para dezembro recuavam 0,50%, para US$ 61,74 por barril, após terem fechado a US$ 62,05 o barril, alta de US$ 2,19 (3,66%). As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

26 de outubro de 2006 | 09h14

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