Petróleo tem forte alta com dados de estoques nos EUA, relatório da AIE e dólar fraco

O contrato futuro de petróleo para maio fechou em alta de 5,81%; mercado aponta aumento da demanda por petróleo e preços baixos como pressões para a alta da commodity nesta quarta-feira

Mateus Fagundes, O Estado de S. Paulo

15 de abril de 2015 | 16h28

SÃO PAULO - Os contratos futuros de petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira em forte alta, impulsionados por dados de estoques nos Estados Unidos, pelo relatório mensal da Agência Internacional de Energia (AIE) e pelo recuo internacional do dólar.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo para maio fechou em alta de US$ 3,10 (5,81%), a US$ 56,39 por barril, o maior valor de fechamento desde 23 de dezembro. Na IntercontinentalExchange (ICE), o Brent para o mesmo mês, cujo contrato vence hoje, avançou US$ 1,89 (3,23%), a US$ 60,32 por barril. O Brent para junho ganhou US$ 3,51 (5,86%), encerrando em US$ 63,32 por barril.

Na manhã de hoje, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou que os estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos aumentaram 1,294 milhão de barris na semana encerrada em 10 de abril. O resultado ficou bem abaixo do esperado por analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta de 3,6 milhões de barris. Os dados de estoques de gasolina também surpreenderam - queda de 2,072 milhões de barris, ante previsão de subida de 100 mil barris.

Os dados de estoques nos Estados Unidos vieram contribuir para a visão da AIE, que na manhã de hoje informou, em seu relatório mensal, que enxerga uma "notável aceleração" do crescimento da demanda por petróleo em 2015, na comparação com o ano passado.

"A demanda está aumentando, impulsionada por preços baixos", afirmou o gerente de investimentos da Tyche Capital Advisors, Tariq Zahir. "Os mercados futuros nos dizem que começaremos a queimar este excesso de petróleo que há hoje em estoque."

Além destes fatores, a queda do dólar ante as principais moedas tem fornecido um viés marginal aos contratos de petróleo. Isso porque a commodity se torna mais barata para os investidores e consumidores fora dos Estados Unidos, o que pode ajudar a aumentar a demanda. 

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