Petróleo termina em baixa com dados sobre estoques

Os contratos futuros de petróleo caíram de forma acentuada hoje em Londres e Nova York, depois que o inesperado aumento dos estoques comerciais norte-americanos de gasolina na semana passada empurraram para o lado as preocupações dos investidores com relação ao impasse nuclear com o Irã, segundo operadores e analistas. Além disso, os estoques de petróleo bruto e produtos destilados - que inclui o diesel e o óleo para aquecimento - caíram abaixo das previsões do mercado, enquanto a taxa de atividade das refinarias subiu de 91,5% para 92,8% na semana passada. Os contratos de gasolina para setembro despencaram 799 pontos (4,12%) e fecharam a US$ 1,8594 o galão na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), seu nível mais baixo de fechamento desde 27 de março. "Os estoques de gasolina cresceram, os de petróleo bruto tiveram uma queda mais leve que o esperado e houve um considerável aumento na taxa de atividade das refinarias - todo o traçado é negativo" para os preços, disse o analista e operador do ABN Amro em Nova York Chris McCormack. "A situação do Irã ainda está lá, mas o mercado olhou para outros catalisadores" para mover os preços, acrescentou. De acordo com dados do Departamento de Energia (DoE), os estoques comerciais norte-americanos de gasolina aumentaram em cerca de 400 mil barris na semana passada, ante uma expectativa dos analistas de declínio de 2,4 milhões de barris. Os estoques de petróleo bruto encolheram em 600 mil barris na semana passada, ante uma expectativa de queda de 1,1 milhão de barris. O impasse com relação ao programa nuclear do Irã ainda não foi completamente descontado pelos operadores e isso limitou as perdas do complexo de energia. Os futuros de petróleo recuaram de sua mínima do dia de US$ 71,10 o barril no final da sessão, depois que os EUA disseram que a resposta de ontem do Irã ficou aquém das exigências do Conselho de Segurança da ONU, que prevêem a suspensão do programa de enriquecimento de urânio. Embora a declaração dos EUA tenha ficado em linha com as expectativas, esta foi a primeira confirmação de qualquer dos governos envolvidos no impasse que a resposta do Irã ao pacote de incentivos não inclui o atendimento das demandas da ONU. O Irã, quarto maior produtor de petróleo do mundo, pode sofrer sanções da ONU se não parar seu programa nuclear este mês. "Os temores é que eles (os iranianos) possam usar suas exportações de petróleo de mais de 2 milhões de barris/dia como uma arma em resposta a possíveis sanções", disse o analista e operador John Kilduff, da corretora Fimat em Nova York. Contudo, analistas disseram que é provável que a Rússia e a China - que são membros permanentes do Conselho de Segurança - votem a favor de negociações adicionais, enquanto os EUA, Reino Unido e a França deverão pressionar por sanções. Na Nymex, os contratos de petróleo para outubro fecharam a US$ 71,76 o barril, queda de US$ 1,34 (1,83%). A mínima foi de US$ 71,10 e a máxima de US$ 72,67. Em Londres, no sistema eletrônico da ICE Futures, os contratos de petróleo Brent para outubro fecharam a US$ 72,02 o barril, queda de US$ 1,22. A mínima foi de US$ 71,61 e a máxima de US$ 73,17. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

23 de agosto de 2006 | 17h23

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