Petróleo testa recordes com escalada de conflito

Os mercados internacionais iniciam a semana imersos num clima de nervosismo e acumulando perdas diante da escalada do conflito no Oriente Médio com o temor de que se espalhe para outros países da região. Os preços do petróleo voltaram a subir forte logo cedo nos mercados eletrônicos. As principais bolsas de valores européias operam em baixa. Com o petróleo em alta, foram renovadas as preocupações com a inflação, num momento em que Estados Unidos, Europa e Japão realizam movimentos de alta dos juros. Forças israelenses ampliaram seus ataques ao norte do Líbano, acentuado o receio de que o próximo alvo seja a Síria. O grupo Hezbollah também intensificou o lançamento de seus mísseis contra o território israelense, atingindo Haifa, a terceira maior cidade do país. Diante desse agravamento da situação numa região responsável por mais de 30% do abastecimento mundial de petróleo, os preços da commodity continuam pressionados e testando novos recordes, a exemplo do que ocorreu na semana passada. Em Londres, o preço do barril Brent com entrega para setembro já atingiu o preço de US$ 78,18 hoje, mas recuou ligeiramente em seguida. Às 8h03, estava cotado a US$ 76,65. Em Nova York, o preço do barril com entrega para agosto chegou a bater nos US$ 77,74, acima do recorde de US$ 77,03 de fechamento registrado na sexta-feira passada. Às 8h04, era negociado a US$ 76,15. Analistas observam que diante da situação no Oriente Médio, os preços da commodity poderão ultrapassar a marca dos US$ 80 por barril nesta semana. Segundo eles, a oferta e a demanda mundial de petróleo continua muito equilibrada e o potencial de problemas no abastecimento por países produtores do Oriente Médio tende a elevar os preços, como está acontecendo neste momento.

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